Por Douglas Anfra:
Foi aprovada a nova planta de São Paulo, ferramenta que permite o reajuste do IPTU e parte da reestrutração urbana da cidade.
Na Conclusão da prefeitura de São Paulo e da maioria dos vereadores, a cidade mudou e por isso deve mudar a cobrança do IPTU, mas o interessante é que na conclusão dos vereadores, somente cresceram as áreas de periferia, especialmente as que ficam na borda da região central e regiões do centro de São Paulo. Estas áreas terão seu IPTU reajustado em 60%, o que afetará o pequeno comércio e os alugueis e moradores destas regiões mais visadas como Luz, Campo Limpo, Belém, etc.
Segundo a prefeitura, no alto de seu cinismo, muitos investimentos foram feitos de estrutura nesta região. Ao observarmos artigo recente de um arquiteto na Folha de São PAulo que diz que a solução para a Luz é a vinda da classe média para que ele apossa ir sem preocupação da Sala São Paulo para sua casa, vemos qual o interesse em aumentar o preço destas regiões e qebrar o pequenos comércio destas regiões que são como centrinhos dentro de regiões de periferia. É claro, pode-se perguntar quais os investimetnos fora o metrô que talvez chegue em 2014, mas a prefitura alega que muito foi feito nestas áreas e não houve crescimetno das áreas nobres que NÃO TERÃO SEU IPTU REAJUSTADO. Para quem mora perto da Luz é fácil observar o investimento da prefeitura: Carros e carros de água fria sendo jogada em moradores de rua, que é a forma de combater a cracolândia, isto é, sem albergues as pessoas que continuam vivas se aglomeram em lulgares cobertos no centro, e como são consumidores potenciais de crack, são molhados e humilhjados apra se afastarem para outros locais.
A “exterma esquerda” da câmara dos vereadores levou arrudas nos bolsos e fez barulho, como Arselino Tato e Netinho, mas não deu. A prefeitura e a especulação imobiliária de São Paulo vão poder tirar mais dinheiro das pequenas biroscas que se tornaram bares e quebrar os camelôs que conseguiram instalar seu pequenos comércio de 1,99.
Grande comemoração da câmara, veja os números da votação :
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1399583-5605,00.html
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A Bicicletada de São Paulo, também conhecida no mundo todo como Critical Mass, foi dar o seu “alô” para o novo shopping inaugurado na Vila Olímpia, na Zona Sul de São Paulo, que desrespeitou a lei de inclusão de um bicicletário em novos empreendimentos.
É triste pensar que um shopping que criou um sistema tão avançado para estacionamento de carros não tenha criado semelhante estrutura para bicicletas.
O vídeo (por apocalipse motorizado):
Outros vídeos:
- Ciclistas protestam contra o descumprimento da lei em shopping de São Paulo (por aranhacarlos)
As notícias:
- Novo shopping de luxo de SP desrespeita lei e não oferece bicicletário (Folha Online)
- Ciclistas protestam em shopping de luxo de São Paulo; veja (Folha Online)
- Mais um shopping vindo aí: Novo shopping em São Paulo ameaça engolir a Daslu
PETROBRÁS: A CARA DO BRASIL?*
José Paulo Guedes Pinto1
Regina Egger Pazzanese2
Ilustração: Marcelo Rampazzo (marampazzo@yahoo.com.br)
“Rendo homenagem muito especial, por fim, a todos os que defenderam a Petrobrás quando ela foi atacada ao longo de sua história – e ainda hoje – e aos funcionários e petroleiros que se mantiveram de pé quando a empresa passou a ser tratada como uma herança maldita do período jurássico. Benditos amigos e companheiros do dinossauro, que sobreviveu à extinção, deu a volta por cima, mostrou o seu valor. E descobriu o pré-sal – patrimônio da União, riqueza do Brasil e passaporte para o nosso futuro.
Olho para trás e vejo que há algo em comum em todos esses momentos, algo que unifica e dá sentido a essa caminhada, algo que nos trouxe até aqui e ao dia de hoje: é, sinceramente, a capacidade do povo brasileiro de acreditar em si mesmo e no nosso país. Foi em meio à descrença de tantos que querem falar em seu nome… O povo – principalmente ao povo – devemos esse momento atual.
É como se houvesse uma mão invisível – não a do mercado, da qual já falaram tanto, mas outra, bem mais sábia e permanente, a mão do povo – tecendo nosso destino e construindo nosso futuro.” Luis Inácio Lula da Silva, DISCURSO DO PRÉ-SAL, BRASÍLIA, 31 DE AGOSTO DE 2009
1. Introdução
Os últimos 20 anos foram marcados pela era da globalização. Baseada em um modelo de capitalismo que prioriza o lucro acima do bem estar da humanidade, esta era trouxe cada nação e a maioria das populações para uma maior percepção de que fazemos parte de um mesmo todo. Do Brasil ao Japão, da África do Sul à Sibéria, o avanço do capitalismo vêm padronizando o consumo, as mercadorias e os serviços. A revolução da internet (como uma linguagem universal) possibilitou uma ampla conexão entre os povos e a recente crise econômica, social e ambiental, bem como seus impactos mundiais, nos mostra mais uma vez que estamos todos interligados, seja para o bem ou para o mal.
Neste início de século, cada um de nós sente o clima mudar a cada ano que passa: mais quente, mais chuvoso, a biosfera se altera com uma rapidez jamais vista antes. A previsão para as próximas décadas é ameaçadora: escassez de recursos naturais, como energia, água e alimentos jamais vistos antes; cálculos prevêem que mais de um terço da população, ou seja, mais de 2 bilhões de pessoas, serão atingidas diretamente e, segundo as Nações Unidas, mais de 200 milhões de pessoas poderão se tornar refugiados climáticos até 2050 por consequência da crise ambiental.
Muito diferente do início do século XX, a humanidade cada vez mais se conscientiza do seu papel no delicado equilíbrio da natureza. Em todos os campos do conhecimento, em todos os poros da sociedade, o tema do aquecimento global aparece com força. Nunca o meio ambiente foi tão pautado. Além dos vastos filmes, livros, artigos e pesquisas que denunciam a sociedade baseada na extração do petróleo, as maiores empresas e os principais governos do planeta têm procurado em suas práticas amenizar as causas e enfrentar as consequências desta escolha.
Ser “verde” tornou-se um imperativo. Investimentos em pesquisa e desenvolvimento são redirecionados, novos mercados e oportunidades de negócio aparecem; algumas nações, mais que outras, compreenderam o panorama e vêm se comprometendo com pautas e metas para o equilíbrio entre o lucro e o ambiente sustentável.
Neste contexto, grande parte da energia que move o planeta, baseada no petróleo, no gás e no carvão mineral é fonte de altíssima emissão de poluentes à atmosfera terrestre. Estas emissões são uma das principais causas do desarranjo socioambiental na contemporaneidade. Uma forma de superar as mazelas trazidas pela queima destes combustíveis fósseis são as novas fontes de energia para servir à população mundial, atualmente na casa dos 7 bilhões. São as chamadas energias renováveis. São chamadas assim pois suas tecnologias utilizam a natureza de forma quase não poluente, aproveitando o ciclo natural da biosfera, para capturar energia (solar, eólica, oceânica etc.) renovável.
Tudo indica que elas serão o “petróleo” do século XXI. Só no ano passado, segundo a Agência Inernacional de Energia (órgão da OCDE), o mundo investiu mais de US$155 bilhões em novas energias limpas e planeja investir, entre 2010 e 2030, mais US$ 9,1 trilhões. Os países que mais investiram em energias renováveis foram os EUA, a China e a Espanha, sendo a energia eólica a que atrai a maior parte dos investimentos (US$ 50,2 bilhões em 2007), seguida da energia solar (US$ 28,6 bilhões) cujos investimentos crescem a uma taxa média anual de 254%, desde 2004.
No decorrer da história humana, prever panoramas e estar preparado para as mudanças, têm se mostrado vantajoso. Momentos como este na história, de previsões alarmantes, mobiliza nações e líderes e é neste contexto que pretendemos, com o presente artigo, refletir sobre os caminhos da Petrobrás, uma empresa que apresenta sua identidade e imagem associadas à força dos brasileiros e à “cara” do Brasil – e compreender como esta empresa tem se posicionado frente a este diagnóstico global.
O Brasil se insere no cenário atual como uma “jovem” República, com pouco mais de 100 anos de experiência democrática. Apesar dos nossos governantes desde o início do século XX defenderem a soberania e o desenvolvimento nacional autônomo, independente e modernizante, o que vemos na prática são governos sempre à cauda dos acontecimentos, importando modelos, costumes, conhecimentos e estratégias de países mais desenvolvidos. Tal atraso e falta de planejamento a longo prazo são capazes de manter o status da 10ª maior economia do planeta ainda como um país de terceiro mundo, ou, em desenvolvimento.
Apesar de termos, durante mais de um século, passado por variados regimes políticos, da república velha a revolução de 1930, da fase Getulista aos anos de JK, dos governos militares a redemocratização, mesmo com a forte industrialização e urbanização que o país sofreu ao longo destas mudanças de governo, a pauta de produtos primários tem até hoje um importante peso na economia.
A Petrobrás é um exemplo vigoroso deste atraso. Diferentemente do que apresenta Lula em seu discurso, defendemos que a empresa não representa o povo brasileiro, pois justifica suas ações e estratégias apelando para a nação quando na verdade prioriza o lucro acima dos interesses da sociedade. A história da Petrobrás trás consigo um símbolo, uma identidade de nação pronta para o progresso, com recursos abundantes para se tornar soberana. Os anos 50, do século XX, se foram, muita coisa mudou desde então, no entanto, o discurso de Lula poderia ter sido assinado por Getúlio, ou Juscelino.
Em pleno século XXI, onde as maiores potências estão redirecionado boa parte dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novas fontes de extração de energia veremos, a seguir, como a Petrobrás (“a cara do Brasil”), em nome do desenvolvimento brasileiro, se prepara para as próximas décadas.
* Agradecemos os membros do coletivo de Ecologia Urbana que ajudaram a dar o pontapé incial deste tema, especialmente, Manoel Galdino, João Paulo Amaral, José Corrêa Leite e Rafael Poço, bem como os pareceres de Ana Maria Guedes e Odilon Guedes.
1 Economista, doutorando em Economia pela Universidade de São Paulo, pesquisador do Gpopai-USP, professor da FESP-SP e membro do Coletivo Ecologia Urbana. (ze.guedes@usp.br)
2 Comunicadora Social, mestre em História Social pela Universidade Estadual de Londrina e membro do Coletivo Ecologia Urbana. (regina.egger@gmail.com)
Ilustração: Marcelo Rampazzo (marampazzo@yahoo.com.br)
Artigo com ilustrações de Marcelo Rampazzo: petrobras_e_aquecimento_global_pkt_c_ilustrações
O JC Online elaborou uma matéria sobre bicicletas de forma muito didática e com conteúdo de muito boa qualidade.
Vale a pena conferir o material:
- A Revolução das Bicicletas – Uma história em quadrinhos sobre os desafios do transito da vida real
A Secetaria do Verde e Meio Ambiente da cidade de São Paulo realizará de 5 a 7 de novembro o II Seminário de Áreas Verdes: Contribuições à Qualidade Ambiental da Cidade.
Data: 5, 6 e 7 de novembro de 2009
Local: MAC – Museu de Arte Contemporânea – Parque Ibirapuera
Av. Pedro Álvares Cabral – Portão 3 -
Pavilhão Ciccillo Matarazzo – 3º andar – auditório
Confira a programação aqui
Segue abaixo matéria do jornal O Estado de São Paulo, sobre proposta que prevê anistia àqueles que desmataram até o ano de 2006.
Além da proposta estúpida, é preocupante a ignorância da Senadora Katia Abreu sobre a função dos senadores.
Em breve, uma resposta para a Excelentíssima.
Vejam a matéria e a pergunta da senadora ao final:
Lisandra Paraguassú, BRASÍLIA
O ESTADO DE SÃO PAULO
Substitutivo do Código Florestal apresentado em sessão tumultuada também retira da Amazônia Legal 4,2 milhões de hectares de floresta
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Ambientalistas do Consema suspendem atividades e enviam pauta de reivindicações ao Governo do Estado
Os seis representantes da bancada ambientalista do Conselho Estadual do Meio Ambiente de São Paulo (Consema) estão com as atividades suspensas por tempo indeterminado, desde o dia 21 de outubro. Na ocasião, todos eles deixaram a reunião do conselho em protesto à ineficiência da política de meio ambiente do Governo Estadual.
A decisão da suspensão foi tomada durante a reunião do Coletivo de Entidades Ambientalistas com cadastro junto ao Consema, realizada em 20 de outubro, em São Paulo.
Os conselheiros ambientalistas enviarão ao Governo do Estado, em novembro, uma pauta de reivindicações que está sendo construída por ambientalistas do Interior, da Capital e do Litoral de São Paulo, com o objetivo de sanar as deficiências existentes no sistema atual.
Uma iniciativa popular está lutando para que a região de São Mateus não se transforme em um aterro sanitário. A região conta com uma vegetação abundante da Mata Atlântica (uma das poucas restantes), mas mesmo assim o “lobby do lixo” está fazendo pressão para que o aterro se concretize.
Com toda essa onda de geração de créditos de carbono em aterros sanitários, sendo vista até como exemplo de melhores práticas de sustentabilidade para grandes cidades, se cria uma imagem de que esta é uma solução sustentável para o lixo, aumentando a pressão para que esse mercado cresça. E para que esse mercado cresça é necessário que a geração de lixo aumente. Seria essa a proposta para esse aterro em São Mateus? Bem provável que sim. Vamos esperar para ver? NÃO!
Veja a apresentação abaixo e ajude nesta luta para criar o Parque Morro do Cruzeiro no lugar do aterro.
Clique AQUI e veja a apresentação sobre o Parque Morro do Cruzeiro e como você pode ajudar
Links:
- Social Justice Network – Morro do Cruzeiro
- Blog do Parque Natural do Morro do Cruzeiro
Na manhã do dia 27 de outubro, Rafael Poço, membro do Ecologia Urbana, deu entrevista para a Radio Globo AM, sobre o valor da obra da Marginal do Tietê
Segue aqui o link para ouvir a matéria: http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/9548
No entanto, o Governo do Estado pediu direito de resposta. Assim, amanha (28), no mesmo horario (12h30), o Governo terá o mesmo tempo (4min24s) para “rebater” as críticas realizadas.
É muito curioso que um Governo que nunca se dispôs ao diálogo, apesar das centenas de convites – venha agora querer “direito de resposta.”
Continua se negando ao diálogo, obviamente, mas começou a reagir às provocações. Ótimo sinal de que algo vai mal por lá…
Sintonizem na 1.100 khz (pode ser pelo site www.radioglobo.com.br) e, dependendo da estupidez que disserem, vamos reagir, também.
Tomara que possam ouvir. E depois colaborar.
A propósito, seria bom que o Governo esclarecesse, também, o corte de 8.137 árvores, supostamente para a construção uma ciclovia – que compreende a compensação ambiental da obra!
Alguem sabia disso?!
Acho que não…







