Nesses dias, em que estamos unindo forças, pessoas, movimentos, entidades e argumentos, para frear mais uma grandiosa (e destrutiva) obra viária na cidade de SP, alguns sentimentos parecem suscitar. Natural. Afinal, as emoções estão mesmo presentes e isso torna ainda mais verdadeira a luta.
O descontentamento imediato; o medo do que pode acontecer com a cidade, com nós cidadãos, com o meio ambiente; a angústia de ver o tempo passar; a tristeza de acompanhar o corte das árvores; a decepção com o poder público…
Segue um trecho do artigo de Ricardo Voltolini a respeito do que o prof. Peter Senge pensa:
“Na análise de Peter Senge, o medo assusta e imobiliza. Mas não necessariamente induz à mudança. Para mudar, os indivíduos precisam se sentir emocionalmente parte do processo. E a conexão será tanto mais forte quanto mais intensos e claros forem os sentimentos positivos envolvidos. Parece retórico, mas não é. A mudança para um modelo mental sustentável não advém da racionalização provocada pelo medo. As pessoas devem senti-la e vivenciá-la, fazendo emergir as soluções novas – processos, produtos, hábitos e estilos de vida – não a partir da análise dos elementos do passado, mas da ousadia de criar o futuro, algo que só pode nascer de mentes abertas e livres de condicionamentos.”
(…)
“O que motiva não é o medo de viver num mundo insustentável, (…) mas a alegria de inventar a melhor solução, de participar da criação de um futuro sustentável. Segundo Senge, a alegria produz ambiente favorável ao engajamento, à colaboração e à criatividade.”
O vídeo abaixo, apresentado no 5º BotECO Urbana, traz fotos e trechos de vídeos que demonstram a contradição e a obscuridade que envolvem a obra de Ampliação da Marginal do Tietê, que não cumprirá sua meta principal, a de reduzir o trânsito.
É mais uma obra viária com data de validade pois não trata do problema que é o aumento do número de veículos e não altera a situação de sucateamento do transporte coletivo público.





















