Agora não pode E dá multa.
A partir do dia 14 de maio a CET começa a fiscalizar mais três artigos do Côdigo de Trânsito Brasileiro (sim, estranhamente eles escolhem qual aplicam).
A finalidade de aplicar essas novas infrações é proteger a vida do ciclista na cidade.
Andar em alta velocidade, com muita proximidade e não dar preferência. Já nao podia e você estudou no CFC. Agora não pode E dá multa. Será que assim você aprende?
A entidade Conectas vai denunciar na ONU, na sexta-feira, 9, as “sérias violações de direitos humanos” no País e alertar que esses problemas são hoje os “pés de barro do Brasil potência”. Em declaração ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, a ONG vai escancarar a dupla realidade que vive o País: a sexta economia mundial, mas que “convive com práticas medievais, como tortura e superlotação em seu sistema carcerário e desrespeito aos povos indígenas”.
Entre as denúncias estarão as ações na Cracolândia em São Paulo e em Pinheirinho (São José dos Campos), exemplos da “criminalização da pobreza” e do uso excessivo da força policial, segundo a entidade. Em janeiro, a Conectas apresentou as denúncias à ONU, indicando casos de tratamento cruel e desumano, violação do direito de ir e vir e falta de acesso a serviços de saúde e habitação adequados.
Leia a reportagem do Estadão aqui.
Ciclista é um estorvo?
Às vezes somos traídos pelo nosso senso comum quando este é baseado numa visão simplista da situação. É o que temos encontrado ao ouvir boa parte das pessoas comentando sobre a morte da ciclista Juliana Dias na Avenida Paulista na última sexta feira: os ciclistas são imprudentes ao circular em vias grande movimento, onde o fluxo de carros é grande e a possibilidade de acidente é maior ainda. Além disso, são um estorvo, pois andam numa velocidade muito abaixo do máximo permitido. Frente a isso, espera-se do ciclista de bom senso discrição no trânsito (isto é, que fique fora) e que aproveite a ciclofaixa de lazer nos domingos ensolarados.
E um repórter também pode cair nessa armadilha. Um artigo publicado no site da Folha de SP mostra o quanto uma visão superficial dos fatos pode criar uma distorção. O título é claro: “Ciclistas se arriscam e comentem infrações no trânsito de SP”. Leia o texto aqui.
O que a reportagem da Folha chama de infrações, o Código Brasileiro de Trânsito não vê violação. O excelente texto de resposta, publicado no site do Ciclocidade, detalha o quão obtusa foi a análise da Folha. (clique aqui).
Conclusão: temos que reciclar algumas de nossas ideias.
Ah, lembremos: a velocidade média de um carro no horário das 17h às 20h é de 15 km/h , velocidade que qualquer ciclista alcança com facilidade. E uma bicicleta ocupa menos de 10% da área de um carro no trânsito. Os ciclistas podem ser qualquer coisa, menos estorvo.
Essa é uma espécie de google maps: é uma ferramenta simples em que é possível ver o rápido avanço da macha urbana sobre a geografia original entre os anos de 1958 e 2008. E como as inúmeras obras viárias (como o Minhocão, que foi inaugurado em 1970) alteraram a paisagem urbana durante esse período. Vale a pena dar uma olhada!
É só clicar aqui.
Câmara adia votação do Código Florestal
Governistas querem mais tempo para analisar relatório, que ainda não foi apresentado
Do R7
A votação do Código Florestal, marcada para a noite desta terça-feira (6), deve ficar para daqui a uma semana. Como o relator, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), não apresentou sua versão do texto, os líderes da base governista decidiram evitar que a proposta fosse votada sem uma análise mais aprofundada.
Mais informações, clique aqui.
Cidades para quem?
Uma boa análise do escritor Eduardo Galeano. Ele, que não é urbanista, nem engenheiro de tráfego, faz uma ótima reflexão: queremos cidades para pessoas ou para que os carros circulem?
A cidade é um espaço de convivência importante, onde os diferentes se encontram e os contrários geram as novas ideias. Foram os profissionais liberais urbanos os primeiros a se “rebelarem” no Brasil contra a lógica da casa grande-senzala, oriunda da era colonial do país. Ou seja, foram no seio da convivência urbana que as ideias de direitos humanos sugiram.
Será que reforçar a lógica casa-trabalho-shopping, em que o carro é peça central, é realmente sinônimo de progresso?
Para ler o texto “Anjo Exterminador” postado no blog do Coletivo Outras Palavras, clique aqui.
Do Estadão.
Um adolescente andando de bicicleta foi atropelado por um ônibus na manhã desta terça-feira na Vila Prudente, na zona leste de São Paulo. Segundo o Corpo de Bombeiros, que mandou duas viaturas para o local, o jovem de 15 anos foi levado para o pronto-socorro da Vila Alpina.
Aonde isso vai parar?
Esses dois interessantes sites foram enviados por uma parceira, a Kamyla Cunha. Um projeto desenvolvido pela Fiocruz e pela FASE, com apoio do Departamento de Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde. Como o próprio site destaca, “seu objetivo maior é, a partir de um mapeamento inicial, apoiar a luta de inúmeras populações e grupos atingidos/as em seus territórios por projetos e políticas baseadas numa visão de desenvolvimento considerada insustentável e prejudicial à saúde por tais populações, bem como movimentos sociais e ambientalistas parceiros”.
Assim, é possível ver onde estão os principais conflitos socioambientais do Brasil. Basta clicar.
O outro é uma plataforma de acompanhamento dos financiamentos do BNDES, que inclui um mapa que localiza no território os valores e tipos de projetos financiados pelo banco. É só abrir esse link.
Aí fica a pergunta: será que o governo federal, por meio do BNDES, “financia” a injustiça socioambiental? Talvez o cruzamento dessas duas fontes de informação nos dê uma luz…
Decisão da Justiça respalda argumentação do Ministério Público, que aponta que famílias de baixa renda não podem ser despejadas na rua, como desejava o prefeito de São Paulo
São Paulo – O Tribunal de Justiça barrou pedido de liminar da Prefeitura de São Paulo para despejar sem-teto que moram em um prédio no centro da cidade. A decisão respaldou argumentação do Ministério Público Estadual no sentido de indicar que a moradia é um direito fundamental, e não pode ser ignorado pelo poder público.
A ocupação no edifício da rua Boticário teve início em novembro de 2011, depois que as famílias que integram a Frente de Luta por Moradia foram expulsas de um outro prédio abandonado da região central. De lá para cá, foram realizadas duas audiências na tentativa de obter consenso, mas, segundo os integrantes do movimento, a administração de Gilberto Kassab (PSD) não indicou soluções, ansiosa em transformar a área em um circo-escola. “A prefeitura não apresenta programa algum para atender as famílias. Sempre quer fazer a reintegração de posse. Foi uma decisão acertada por parte do tribunal”, disse Osmar Borges, coordenador da frente.