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115 mil vivem em área de alto risco em SP

22/01/2011

Zona sul concentra quase metade das regiões mais críticas; das 31 subprefeituras, só cinco estão livres do perigo. Constatações estão no mapeamento da capital paulista feito pelo IPT no ano passado, a pedido da prefeitura

Jose Benedito da Silva, Folha de S.Paulo, 18 de janeiro de 2011

Pelo menos 115 mil pessoas vivem em áreas considerada de risco “alto” ou “muito alto” na cidade de São Paulo, os mais graves em relação à possibilidade de deslizamentos e solapamentos.

A constatação está no mapeamento feito pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) para a prefeitura. Os dados são relativos a 2010. No total, o órgão mapeou 407 áreas (que reúnem cada uma de 50 a 2.000 casas). Nesses locais estão instaladas em condições precárias 134 mil moradias -29 mil nas faixas máximas de risco.

A zona sul concentra quase a metade das regiões mais críticas (43%). Das 31 subprefeituras, apenas cinco -Sé, Pinheiros, Mooca, Vila Mariana e Santo Amaro- não têm nenhuma área crítica.

Nem todos os locais de risco foram mapeados. Não estão incluídas, por exemplo, áreas sujeitas a inundações.

Além disso, o IPT fez o levantamento apenas nas regiões apontadas pela prefeitura como problemáticas, a grande maioria em favelas e outras ocupações irregulares. Áreas particulares de padrão socioeconômico mais elevado ficaram de fora.

A última vez que a prefeitura havia encomendado levantamento desse tipo ao IPT havia sido em 2003, mas o número de áreas era de apenas 200. Dois anos depois, a própria prefeitura, com seus técnicos, mapeou mais cem.

O trabalho do IPT consiste em levantar o grau de risco de cada localidade, com base em fatores técnicos e no histórico da região.

“Além das condições geológicas, verificamos se há sinais de movimentação, como trincas nas casas, degraus no solo ou paredes, muros e postes inclinados”, diz o geólogo Eduardo Macedo, do IPT.

Há quatro faixas de risco -baixo, médio, alto e muito alto. Segundo o IPT, o grau máximo é aplicado quando “é muito provável a ocorrência de eventos destrutivos durante episódios de chuvas intensas e prolongadas”.

ZONA SUL

Os quatro primeiros bairros no ranking de áreas de risco da capital estão na zona sul: M’Boi Mirim (50), Capela do Socorro (42), Campo Limpo (32) e Cidade Ademar (25).

No início do ano, o prefeito Gilberto Kassab (DEM), já havia afirmado que a região será prioridade este ano.

O extremo da zona sul, que reúne bolsões de pobreza, é alvo também do Programa Mananciais -parceria com o governo de São Paulo-, que prevê remover cerca de 8.500 famílias do entorno das represas Billings e Guarapiranga.

Segundo a prefeitura, desde 2005 já foram retiradas 59 mil famílias de áreas de risco e mais de 400 obras foram realizadas para eliminar ou reduzir o risco nesses locais.

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  1. ana maria ribeiro permalink
    08/03/2011 14:29

    Acho que a iniciativa da Prefeitura na contratação dos técnicos do IPT para a identificação e mapeamento das áreas de risco da R.M.S.P. preenche uma lacuna no município de São Paulo e é de extrema importância para as estragégias das políticas de ordenamento territorial e gestão de riscos de escorregamentos.

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