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Novas estações da Linha Amarela do Metrô seguem sem data de abertura

06/01/2011

Desde 2001, governo estadual divulgou oito prazos para conclusão da primeira fase da Linha 4

Daniel Gonzales e Gabriel Vituri, Estadão.com.br, 5 de janeiro de 2010

SÃO PAULO – Mais de sete meses após a inauguração de duas estações – Faria Lima e Paulista – da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, continua sem data definida a abertura de outras quatro paradas (Butantã, Pinheiros, República e Luz) que possibilitarão a conclusão da primeira fase das obras. O novo secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, afirmou, ao assumir o mandato, no último dia 1°, que a entrega das estações restantes fica para “até o fim de 2011”, embora tenha dito que não “gostaria de precisar esperar até lá”. É a oitava data divulgada pelo governo do Estado desde 2001, quando foram abertas as licitações para a construção da linha. As sete anteriores não foram cumpridas. Até agora, mais de R$ 2,3 bilhões já foram investidos nas obras.
Além da falta de prazo, o trajeto já aberto ainda não dispõe de tecnologias prometidas para a Linha 4, considerada uma das mais modernas do mundo. O sinal de antena para celulares, presente em todas as outras linhas, ainda não começou a funcionar. Também não há prazo para as estações ganharem rede Wi-Fi (internet sem fio de livre acesso, presente em aeroportos, shoppings, hotéis e outros), como chegou a ser prometido ao longo da construção. As modernas escadas rolantes, que dispõem de um sistema de economia de energia automático, reduzindo a velocidade em caso de baixo movimento, ficam subutilizadas durante vários minutos ao longo do pequeno horário de funcionamento.

Segundo o Metrô, “a entrega (das demais estações da primeira fase) depende da conclusão bem sucedida de uma série de complexos e exaustivos protocolos de testes”. A previsão, por enquanto, se restringe aos “próximos meses”. Primeiramente, devem ser entregues Butantã e Pinheiros, cujas obras de engenharia já foram concluídas.

Quanto às demais estações (Fradique Coutinho, Oscar Freire, Higienópolis, Morumbi e Vila Sônia), um documento de prestação de contas da Secretaria de Transportes Metropolitanos, do fim do ano passado, trouxe a data de 2012, sem especificar o mês, para a abertura. Mas o próprio Metrô, no ano passado, falou em 2013. As obras para esta fase, que incluem um túnel para manobra de trens e a finalização das estações, se encontram em fase de início e preveem investimentos de mais US$ 344 milhões.

No fim do ano passado, segundo um engenheiro que participou dos ensaios nas estações que passam pelos testes, os protocolos envolveram ensaios de abertura e fechamento do sistema de portas de plataforma, que em algumas estações apresentou problemas pontuais. De acordo com ele, “fazem-se mil paradas” dos trens nas plataformas, por exemplo. Destas, as composições devem se alinhar com precisão milimétrica às portas em “997 ou 998 vezes, no mínimo.”

Caso pequenos ajustes sejam necessários, o protocolo deve ser repetido até que haja a certeza plena do funcionamento perfeito, conta ele. Assim também ocorre com sistemas de sinalização, comunicação e com o desempenho dos próprios trens, em itens como frenagem, aceleração, ar condicionado, etc. “São dezenas de itens testados exaustivamente”, diz.

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