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Obras de transporte em SP: atrasadas e sem prazo

04/01/2011

Bruno Ribeiro, Jornal da Tarde, 3 de janeiro de 2010

Ir da zona leste até Pinheiros, na zona oeste, fazendo uma única baldeação de metrô. Ou sair da Avenida do Estado e entrar na Marginal do Tietê, sentido Castelo Branco, sem ter de passar pela sempre engarrafada Avenida Cruzeiro do Sul. O ano de 2010 acabou e, ao verificar o quanto dessas promessas feitas pelo poder público foram cumpridas, a reportagem descobriu que o resultado não é positivo.

A demora está em três das quatro principais obras do Estado: Linha 4-Amarela do Metrô, ampliação da Marginal do Tietê e o prolongamento da Avenida Jacu-Pêssego, na zona leste. Incompletas, todas já estão inauguradas. Juntas, elas estão custando R$ 7,1 bilhões aos cofres públicos. Isso sem contar o Trecho Sul do Rodoanel, que já é considerado pronto, mas inda passa por serviços de acabamento. O Estado não admite os atrasos. Fala em novos cronogramas. E justifica parte da demora destacando, entre outros quesitos, a questão da segurança.

O Metrô é o caso de atraso mais emblemático. Das oito estações que deveriam ter sido abertas em 2010, quatro estão funcionando. E as quatro apresentam problemas: até agora, só ficam abertas quando são menos necessárias – fora do horário de pico. Toda a primeira fase da Linha 4-Amarela (que liga a Luz, no centro, à Vila Sônia, na zona oeste), aliás, já deveria estar pronta. Como “primeira fase”, estão as estações mais importantes: Luz, República e Pinheiros, que vão ser integradas às linhas 1-Azul e 3-Vermelha e à CPTM.

“O que acontece é eu chegar um pouco atrasado. Vale mais a pena esperar a estação abrir do que tomar ônibus para chegar ao trabalho. O ônibus é muito lotado. A fila esperando a estação abrir é cada dia maior”, diz o analista de compras Roberto Antunes, de 38 anos, que usa a nova Estação Tamanduateí, mas precisa esperar sua abertura, às 9 horas.

Trânsito

Sem as novas estações e com o sistema metroferroviário superlotado, o paulistano ainda tem apelado para o carro.Só entre janeiro e setembro do ano passado, a capital ganhou mais 200 mil veículos.

Aí entra o problema dos atrasos nas obras viárias. Quando as novas pistas da Marginal do Tietê foram abertas,em março, a empresa Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa) prometeu concluir a obra até o fim de 2010. Faltava construir seis pontes.

Quatro foram entregues depois da inauguranção, durante o ano passado, e apenas no dia 22 de dezembro as novas ligações com a Avenida Cruzeiro do Sul, na zona norte, e com a Ponte do Tatuapé, na zona leste, foram concluídas. E a ponte mais importante da reforma, a estaiada, que trará uma conexão com a Avenidado Estado, na região central, ficou para o primeiro semestre deste ano.

A Dersa diz que toda anova Marginal foi finalizada dentro do prazo. Mas que a data de entrega da ponte estaiada teve “alteração” por dois motivos. A“revisão do projeto técnico com recálculo da altura do mastro principal que apoia os estais” e o “equacionamento das liberações de interferências de rede de água e rede elétrica, entre outras”.

Há também o prolongamento da Avenida Jacu-Pêssego, que liga o Rodoanel à Rodovia Ayrton Senna. Aberto no fim de outubro, ainda está em fase de acabamento. E a ligação com a Avenida do Estado ficou para 2011 – no que a Dersa chama de “fase dois” da obra.

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