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Linha 5 do metrô deve ter licitação nova, diz Alckmin

04/01/2011

Governador afirma que provavelmente terá que anular disputa após suspeita de fraude revelada pela Folha. Decisão do Estado tende a inviabilizar entrega da obra completa até 2014, último ano de mandato e quando haverá Copa.

Folha de S.Paulo, 4 de janeiro de 2011

O novo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou ontem que a licitação da linha 5-lilás do metrô, suspeita de fraude, provavelmente será anulada.  A decisão tende a inviabilizar a entrega da obra completa até 2014 -último ano do mandato e quando haverá Copa do Mundo no país. “A impressão que se tem é que dificilmente a licitação vai poder ser aproveitada. Provavelmente vai ter que se fazer uma nova licitação”, declarou Geraldo Alckmin.

A suspeita de fraude foi levantada após a Folha revelar, em outubro passado, que conhecia os vencedores de lotes da licitação com seis meses de antecedência.

A denúncia levou à suspensão do processo de contratação das empresas da linha 5 no final do governo Alberto Goldman (PSDB).

Há um mês, a Corregedoria do Estado também concluiu suas análises e verificou indícios de conluio entre as vencedoras da licitação.

O prolongamento da linha 5 visa ligar a estação Largo Treze à Chácara Klabin, com 12 km e 11 novas estações.

O cronograma da obra -prevista para demorar três anos e oito meses- já era considerado apertado pela equipe de Alckmin para que ficasse pronta até a Copa.

PRAZO APERTADO

Durante a transição, antes de ser nomeado como novo titular da Secretaria dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes disse que, caso a concorrência fosse cancelada, uma nova levaria no mínimo mais seis meses -devido aos trâmites burocráticos- e ficaria comprometida a entrega da linha 5-lilás até 2014.

“Qualquer meio mês de atraso prejudica”, afirmou Fernandes à Folha na época.

O engenheiro já havia sido titular da mesma pasta na gestão anterior de Alckmin e foi um dos homens de confiança do tucano durante a campanha e a transição.

Alckmin disse ontem que as empresas que disputaram a licitação da linha 5 -e que negam irregularidades- ainda poderão apresentar recurso antes da decisão do Metrô. Mas disse que a posição inicial foi pela anulação.

A gestão tucana passou a avaliar a possibilidade de fazer uma nova concorrência por meio de PPP (Parceria Público-Privada), semelhante à da linha 4-amarela. A proposta está em estudo.

Nesse caso, alguns técnicos consideram viável (embora com dificuldade) a hipótese de dar incentivos para a iniciativa privada tentar acelerar parte da construção -para que pelo menos algumas estações estejam prontas dentro de quatro anos.

Especialistas, porém, minimizam a relevância da linha 5 especificamente para a Copa -exaltam sua importância para os deslocamentos diários da população.

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