Cidade para quem?
Essa conta não fecha.
Passagem de ônibus a 3 reais. Motoristas e cobradores ganhando pouco e trabalhando de maneira indigna e degradante (não receberam PLR* no ano passado). Ônibus sem nenhumm e$travagância (nem luxo, NEM CONFORTO). Catracas que parecem a entrada de uma JAULA. Baixííssima eficiência nos deslocamentos (pela falta de priorização). Presidente do sindicato “acusado” (pra nao me complicar mais) de corrupção e de HOMICÍDIO. Donos das empresas comprando aviões, circulando de helicoptero por SP (contraditorio, nao?) e adquirindo mais e mais grupos empresariais.
Passagem de ônibus a 3 reais. Motoristas e cobradores ganhando pouco e trabalhando de maneira indigna e degradante (não receberam PLR no ano passado). Ônibus sem nenhumm e$travagância (nem luxo, NEM CONFORTO). Catracas que parecem a entrada de uma JAULA. Baixííssima eficiência nos deslocamentos (pela falta de priorização). Presidente do sindicato “acusado” (pra nao me complicar mais) de corrupção e de HOMICÍDIO. Donos das empresas comprando aviões, circulando de helicoptero por SP (contraditorio, nao?) e adquirindo mais e mais grupos empresariais.
Estamos bancando luxos e luxúria.
Essa conta não ta fechando. Sinceramente. Tem algo desproporcional e IMORAL. E a Prefeitura justifica o aumento afirmando que vai gastar menos R$ público em subsídios aos empresários.
Ora, se o problema são os MILIONÁRIOS SUBSÍDIOS, é preciso que eles sejam renegociados (pra nao dizer REDUZIDOS com fundamento no interesse público).
É isso que acontece quando damos a um SERVIÇO PÚBLICO primário o status de atividade empresarial. Lucro não combina com serviço público e moralidade. Essa conta também não fecha.
O cidadão é a RAZÃO DE SER do serviço público, e não mero destinatário. Eis a grande diferença entre o serviço público e uma atividade empresarial qualquer. Pena que essa confusão esteja tão naturalizada por aqui.
(Mais baixa ainda a iniciativa da Prefeitura que, como sempre avessa ao diálogo, impõe essa baixaria nesta época, em que estamos desmobilizados, viajando, preocupados com viagens, pernis ou champagnes).
*PLR = Participação nos Lucros e Resultados da Empresa. No ano de 2009 os funcionários TODOS das empresas de ônibus de São Paulo não receberam. Sabe o fundamento: “as empresas não tiveram lucro.”
Depois dessa vou mesmo para a praia.
Feliz Ano Novo e aproveite para circular pela cidade enquanto ainda é po$$ível pra vc (pra muita gente já não é).
Excelente post, Rafa!
Parabens pelas palavras, são muito pertinentes e verdadeiras. Sofremos no Brasil de uma síndrome de distanciamento do poder/serviço público da vida da população em geral. Isto causa a imoralidade impune pela separação entre “benfeitores” e “beneficiados”, transformando a relaçåõ em “aproveitadores” e “aproveitados”.
Como já diz o filósofo Mario Sergio Cortella, “um poder que se serve ao invés de servir, é um poder que não serve”.
É muito bom ver que existem pessoas como você, que carregam este inconformismo positivo, e que se mobilizam para fazer a realidade mudar para melhor.
Parabéns pelo texto e pela iniciativa!
Parabéns pelo texto!
Também escrevi sobre o assunto no meu blog, e coloquei um link para a sua postagem.
É, realmente, revoltante. Obrigar uma pessoa a gastar R$120,00 por mês, para perder horas esperando o ônibus e pegar um ônibus lotado e caindo aos pedaços!
Boa Poço!
Oi Rafa
Acredito que se todos parassem de pagar passagem (como algumas pessoas já fazem, pegam o ônibus e dão um “calote”) essa situação mudaria. O salário do cobrador e do motorista não mudam, eles não seriam prejudicados.
O problema é: como fazer com que todo mundo, ou pelo menos grande parte da população, simplesmente pare de pagar? Seria preciso um bom discurso e uma boa divulgação, no mínimo.
Alguma ideia?
Pessoal, valeu mesmo pelas palavras. Mariana, paseei pelo seu blog. Parabéns.
Vamos tentar articular algo pra, pelo menos, demonstrar a nossa indignação. Esse silencio é o pior que podia ocorrer. Sei que existe o pessoal do MPL, conhecem? http://saopaulo.mpl.org.br/
“O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”