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Shopping usa arma elétrica para reforçar a segurança em SP

20/11/2010

Vinicius Queiroz Galvao, Folha de S.Paulo, 20 de novembro de 2010

Em meio à onda de roubos a joalherias de São Paulo, uma empresa de segurança passará a usar, nas próximas semanas, uma novidade, já demonstrada na TV, num dos poucos shoppings ainda não assaltados e nas agências de um banco. É uma arma de choque, considerada não letal, largamente usada no seriado “Lost”, quando os Outros imobilizavam os sobreviventes do voo 815 com descargas de eletricidade.

A arma usada agora em São Paulo dispara impulsos elétricos similares ao do sistema nervoso humano para provocar uma paralisia muscular temporária.

Ela combina uma alta voltagem de 50 mil volts, três vezes a corrente elétrica dos cabos de alta tensão, com uma baixíssima amperagem, o que evita danos físicos a quem tomar o choque.

Conhecida como Taser, o nome do fabricante americano, a arma imita o sistema de uma pistola semiautomática e pode ser usada em contato direto ou disparar ganchos de anzol que grudam na pele e, ligados por fios de cobre, criam um circuito elétrico no corpo.

“Quanto mais músculos tocar, maior é o efeito. As melhores regiões para atirar são as costas e as pernas”, diz o coronel da reserva da PM Antonio Carlos Biagioni, instrutor da arma na empresa de segurança Gocil.

Para evitar aquela dorzinha maior, explica Biagioni, convém evitar a região genital, o rosto e, nas mulheres, os seios e os mamilos.

No treinamento, os próprios seguranças viram cobaias e levam o choque, na pele e por disparo de dardos, para sentir os efeitos da arma que vão manusear.

CONTROLE

A pistola elétrica custa R$ 7.000 e, assim como as armas de fogo, tem de ser registrada na Polícia Federal, que, a rigor, deve controlar também o estoque de munição. Como as balas, cada dardo com fios de cobre só pode ser disparado uma vez.

Agora, os seguranças do interior de shoppings, que hoje não andam armados, poderão usar a pistola de choque. Segundo a empresa de segurança, o equipamento não será usado em roubos com arma de fogo para evitar um confronto desigual.

O objetivo seria inibir os ladrões e conter agressões físicas. Até agora, não há registro de nenhum disparo elétrico da Taser nas ruas. No começo, 20 armas elétricas reforçarão a segurança de shoppings e bancos.

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