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Obama compara impactos da maré negra a um “11 de setembro ecológico”

16/06/2010

Postado em Biodiversidade em 14/06/2010 às 20h25 por Redação EcoD

Imagem de satélite da Nasa mostra expansão da maré negra em relação ao local onde a plataforma explodiu/Foto: NASA

“Da mesma forma com que os ataques do 11 de setembro modificaram profundamente a política externa dos Estados Unidos, este desastre ecológico vai nos levar a repensar nossa política ambiental e energética”, comparou o presidente norte-americano Barack Obama em entrevista ao jornal Político, segundo informou a agência France Press.

Segundo Obama, a tragédia mostra que é tempo de “fazer a transição” para novas fontes de energia. Atualmente, ele tenta fazer aprovar no Congresso uma política ambiental que inclui a redução das emissões de gases de efeito estufa – o país é o segundo maior poluidor, atrás apenas da China.

Mais de oito semanas depois da explosão da plataforma Deepwater Horizon, administrada pela companhia de petróleo British Petroleum (BP), no Golfo do México, o fechamento do poço de onde escoa petróleo a mais de 1,5 km de profundidade segue como prioridade, contudo, o objetivo só deverá ser atingido em meados de agosto, quando os outros poços secundários estarão prontos.

A BP anunciou nesta segunda-feira, 14 de junho, que prevê aumentar o número de barris captados da água para 50 mil por dia (8 milhões de litros) até o fim de junho. Recentemente, a empresa conseguiu captar parte do fluxo, 15 mil barris por dia, através de um “funil” com eficácia limitada.

As autoridades norte-americanas seguem incapazes de avaliar com precisão a quantidade de petróleo que vaza, mas as estimativas dão conta de 20 mil a 40 mil barris por dia. Obama deixou Washington para uma viagem de dois dias, na qual visitará os estados afetados de Mississipi, Alabama e Flórida.

Na primeira escala, em Gulfport (Mississipi), ele se encontrará com o chefe da guarda-costeira encarregado de coordenar as operações que tentam impedir o vazamento e recuperar o petróleo despejado,o almirante Thad Allen. Segundo um alto funcionário da Casa Branca, Obama participará de “uma mesa-redonda com moradores da região” que vivem principalmente da pesca e do turismo, dois dos principais setores afetados pela catástrofe.

Em seguida, o presidente norte-americano inspecionará um depósito de equipamentos utilizados nas operações no Alabama. Na terça-feira (15), Obama irá a Pensacola, área turística do Oeste da Flórida, antes de embarcar em um voo de volta a Washington, onde deve pronunciar um discurso sobre à maré negra. Ele deverá se reunir na quarta-feira (16) com o presidente e com o diretor da BP, Carl-Henric Svanberg e Tony Hayward, respectivmente.

O grupo britânico estimou nesta segunda-feira que o vazamento já custou à empresa US$ 1,6 bilhão de dólares. Obama já teria exigido a criação de uma conta financiada pela BP para assegurar o pagamento das indenizações às vítimas.

A Guarda Costeira norte-americana afirmou na segunda-feira, 7 de junho, que o trabalho de mitigação dos efeitos do vazamento de óleo no Golfo do México deverá levar anos. De acordo com o governo dos Estados Unidos, como a mancha de petróleo está se desintegra em muitos pedaços, o óleo ganha a capacidade de se espalhar por uma área maior, o que dificulta os trabalhos de retenção.

11 de setembro

Os ataques de 11 de setembro de 2001 foram uma série de ações suicidas contra alvos civis nos Estados Unidos atribuídos à organização fundamentalista Al-Qaeda. Na manhã daquele dia, quatro aviões comerciais foram sequestrados, sendo que dois deles colidiram, propositalmente, contra as torres do World Trade Center em Nova York (elas viriam ao chão posteriomente). Um terceiro avião, o American Airlines Flight 77, foi direcionado pelos sequestradores para uma colisão contra o Pentágono, na Virgínia. Os destroços do quarto avião, o United Airlines Flight 93, que atingiria o Capitólio, foram encontrados espalhados num campo próximo de Shanksville, Pensilvânia.

A versão oficial apresentada pelo governo norte-americano reporta que os passageiros enfrentaram os supostos sequestradores para retomar o controle da aeronave e que, durante este ataque, o avião perdeu altitude e caiu em solo. Os atentados causaram a morte de 2993 pessoas e o desaparecimento de 24.

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