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Se o clima fosse um banco, os ricos já o tinham salvo

21/12/2009

Foi com essas verdades que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, fez o seu discurso em Copenhagen. Durante seu discurso na XV Conferência da Organização das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, afirmou que “um fantasma assombra as ruas de Copenhague. Parafraseando Karl Marx, disse: “esse fantasma é assustador e quase ninguém quer nomeá-lo: o capitalismo.”

“O que vivemos neste planeta é uma ditadura imperial (…) e é isso que vemos (em Copenhague), pois há um grupo de países que se consideram superiores (…) Não se surpreenda por isso, porque novamente temos uma forte evidência da ditadura imperial “, disse o Chefe de Estado. Ele afirmou que se olha com desdém para os países subdesenvolvidos.

Além disso, o Presidente fez um reconhecimento especial para os jovens, que têm liderado os protestos contra a destruição da saúde do planeta. “Estes são os jovens da causa, muito mais do que nós, são o futuro do mundo. A maioria está na cimeira que temos o sol em suas costas, enquanto eles têm o sol em frente”. Lembrou de dois diferentes slogans: “Não mude o clima, mude o sistema”. O outro tema evidenciado por Hugo Chávez, está em sintonia com a crise bancária que viaja pelo mundo e ainda bate:” Se o clima fosse um banco, os ricos já o tinham salvo. ”
Ele aproveitou a ocasião para recomendar o livro “Como os ricos destroem o planeta”, do escritor francês Hervé Kempf. “Eu me pergunto e se os ricos pensam ir a outro planeta depois de nos destruir?” Se o capitalismo resiste, vamos a batalha.

“O planeta vivia milhares de milhões de anos sem a espécie humana, ou seja, não fazemos falta. Mas ao invés disso, nós não vivemos sem a terra”, disse ele.

Veja o vídeo clicando aqui

Presidente Hugo Chávez en la Cumbre de Cambio Climático

Un fantasma recorre Copenhague: El capitalismo

Diciembre 16, 2009 – 09:03 (sbustios)

“Si el clima fuese un banco, los ricos ya lo hubieran salvado”, afirmó el Jefe de Estado, Hugo Chávez / Recomendó el libro “Cómo los ricos destruyen el planeta”, de Hervé Kempf / “Cambiemos el sistema y así salvaremos el planeta”, destacó

El presidente de la República, Hugo Chávez, durante su intervención en XV Conferencia de la Organización de Naciones Unidas sobre Cambio Climático, sostuvo que “un fantasma recorre las calles de Copenhague”. Parafraseando a Carlos Marx, dijo, “ese fantasma es espantoso y casi nadie quiere nombrarlo: El Capitalismo”.

“Lo que vivimos en este planeta es una dictadura imperial (…) y eso es lo que vemos (en Copenhague), pues hay un grupo de países que se creen superiores (…) No nos extrañemos de esto, pues una vez más estamos ante una poderosa evidencia de la dictadura imperial”, afirmó el Jefe de Estado.

Afirmó que se mira con desdén a los países subdesarrollados, o como dice Eduardo Galeano, arrollados a través de su historia por los países poderosos.

Asimismo, el presidente de la República hizo un especial reconocimiento a los jóvenes, quienes han encabezado las manifestaciones en contra del sistema destructivo a la salud del planeta.

“Son jóvenes preocupados, mucho más que nosotros, por el futuro del mundo. La mayoría que estamos en la Cumbre tenemos el sol a la espalda, mientras que ellos tienen el sol al frente”, aseveró el Primer Mandatario Nacional.

Sostuvo además que en las diferentes consignas de estos jóvenes, dos le llamaron la atención: “‘No cambien el clima, cambien el sistema’ y yo lo tomo para nosotros, pues si cambiamos el sistema, en consecuencia, salvaremos el planeta. El capitalismo está acabando con la vida y la especie humana”, dijo.

El otro lema -especificó Hugo Chávez- “está a tono con la crisis bancaria que recorre el mundo y todavía golpea: ‘Si el clima fuese un banco, ya lo habrían salvado’ y creo que es verdad”.

Aprovechó la ocasión para recomendar el libro “Cómo los ricos destruyen el planeta”, del escritor francés Hervé Kempf. “¿Será que los ricos piensan irse a otro planeta después de que lo destruyan?”, se preguntó.

Si el capitalismo se resiste, demos la batalla

“Si el capitalismo se resiste, nosotros estamos obligados a dar la batalla y abrir los caminos de la salvación de la especie humana, levantando las banderas de la igualdad, de la justicia y del verdadero humanismo”, enfatizó el Jefe de Estado venezolano parafraseando al Libertador Simón Bolívar.

“El planeta vivió miles de millones de años sin la especie humana, es decir, no le hacemos falta. Pero, en cambio, nosotros sin la tierra no vivimos”, puntualizó.

Descargue aquí la transcripción de la intervención del mandatario venezolano

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6 Comentários leave one →
  1. Ernesto Marques permalink
    22/12/2009 15:20

    Precisamos refundar o capitalismo e Hugo daria um belo exemplo se ele SUSPENDESSE EM CARÁTER DEFINITIVO AS EXPORTAÇÕES DE PETRÓLEO DE SEU PAÍS.

    Se a Venezuela parasse de exportar seu venenoso petróleo, seria um belo começo, pois alguem tem que dar o primeiro passo!

    A COP-15 provou que não está adiantando pressionar os países ricos, então vamos pressionar os países exportadores.

    Só assim vamos “secar” os tanques do capitalismo, até que ele não consiga mais engatar seu motor e acelerar rumo ao fim do Homem!

  2. Ronaldo permalink
    22/12/2009 15:42

    Isso mesmo. Pois embora a emissão de gases ocorra no consumo, quem exporta petróleo também não é inocente.

    Chavez foi hábil em desviar os holofotes de si, falando firulinhas de efeito, enquanto passa despercebido que é um dos maiores vilões das emissões de CO2.

  3. Humberto permalink
    22/12/2009 18:13

    Esse senhor Hugo Chavez é um impostor. Oriundo das classes pobres, cresceu com ódio dos ricos, e é capaz de ir até a Dinamarca para botar a culpa do aquecimento nos países desenvolvidos, quando é ele próprio um dos maiores exportadores de petróleo.
    Só lamento que ele consiga enganar tanta gente bem intencionada.
    Porque boa intenção mesmo, ele não tem.

  4. zecopol permalink
    23/12/2009 10:23

    Qual seria a escolha da Venezuela? Parar de explorar petróleo? Aí o povo venezuelano ia viver do que? Quando Chávez assumiu, não havia nem produção de alface ou banana no país, se importava tudo a troco de petróleo. Desde então ele tenta fazer da venezuela um país desenvolvido, tenta diminuir a dependencia mas criando um modelo próprio. A retomada do desenvolvimento agrícola (inclusive através da reforma agrária, coisa que todos os países desenvolvidos fizeram e só aqui, no atraso geral, que o povo tem vergonha até de falar sobre), os primieros computadores de tecnologia própria, o programa de energias renováveis são bons exemplos de como Chávez é coerente cm seu discurso.
    De fato é pro consumo dos países ricos que o mundo trabalha, se alguém acha que ser classe média aqui no Brasil é se encaixar no “rico” que Chávez critica, está muito enganado, o Brasil responde por menos de 1% do comércio mundial, não entendo essa irritação das respostas anteriores.
    Só pra terminar, o Chávez foi um dos únicos que se sensibilizou com as lutas nas ruas, citando a moçada, “de fato temos que mudar o sistema e não o clima”. O vilão é o capitalismo, sistema que parte de decisões privadas com base no auto interesse de cada um com consequencias gerais (públicas-sociais). É só ver o desfecho da COP 15, ninguém dos desenvolvidos quis abrir mão, inclusive o Obama, citado por Chávez, como o NObel da Paz que recebe o prêmio no mesmo dia que manda mais 30 mil soldados pra guerrear no Afeganistão, Chávez trouxe à tona o cinismo desse planeta. Parabéns pra ele.

  5. Rafael permalink
    23/12/2009 11:06

    COncordo com o Zé Paulo. PEssoal, a questão não é criminalizar quem polui. É, sim, exigir posturas decentes e concretas de todos. Sinto nos comentarios acima um radicalismo que normalmente é atribuído ao Chavez.
    O que precisamos é dialogar, o que fica dificil tanto com posturas como de Obama e Chavez, como os comentários acima.

    Assim como, infelizmente, nao podemos imediatamente parar a exportação de carne do Brasil (tao impactante ao meio ambiente, com devastacao etc) não é razoável exgiri que um país cesse atividade principal de sua economia.

    Nem tenho opinião formada sobre o Chavez, mas o discurso dele deixou, sem dúvida, a realidade mundial desnuda.

    É isso. Vamos dialogar…

  6. Ernesto Marques permalink
    23/12/2009 12:55

    Defendo uma ação coordenada dos países exportadores de petróleo, estancando já as exportações e a produção.

    Mas admito que isso seria muito difícil de viabilizar: então uma saída alternativa, seria todos os países produtores subirem o preço do galão em 900% ou mais, o que vai da mesma forma frear abruptamente o consumo.

    Esse choque de oferta provocaria ondas de falências generalizadas, os carros ficariam depreciando nas garagens, até tornarem-se peças de museu, e as próprias forças armadas dos EUA ficariam sem combustível para operar seu equipamento militar: Eles não conseguiriam deter o processo com uso da força

    O capitalismo terminaria de vez, e junto com ele as emissões de CO2. São em ações concretas assim que eu acredito.

    o que eu queria debater com vcs, é como viabilizar esse plano. Como convencer os países exportadores a coordenarem uma alta de preços simultânea?

    Paz e Abraços

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