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Senadora Katia Abreu demonstra não conhecer sua função!

03/11/2009

Segue abaixo matéria do jornal O Estado de São Paulo, sobre proposta que prevê anistia àqueles que desmataram até o ano de 2006.

Além da proposta estúpida, é preocupante a ignorância da Senadora Katia Abreu sobre a função dos senadores.

Em breve, uma resposta para a Excelentíssima.

Vejam a matéria e a pergunta da senadora ao final:

 

Lisandra Paraguassú, BRASÍLIA
O ESTADO DE SÃO PAULO

Substitutivo do Código Florestal apresentado em sessão tumultuada também retira da Amazônia Legal 4,2 milhões de hectares de floresta

Em sessão marcada por ambientalistas acorrentados e sirenes, a Comissão de Meio Ambiente da Câmara deu espaço à bancada ruralista para apresentar um substitutivo ao novo Código Florestal e incorporar uma anistia a todos os proprietários rurais que desmataram no País até 31 de julho de 2006.

O texto, que espelha orientações da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), foi apresentado pelo novo relator, Marcos Montes (DEM-MG), na sexta, dia em que assumiu o posto em substituição a Jorge Khoury (DEM-BA). Após protestos, a votação foi suspensa.

A confusão começou com um protesto de três ambientalistas do Greenpeace, que se acorrentaram e ligaram uma sirene. Após serem expulsos, a reunião foi suspensa por 20 minutos, mas o relator e o presidente da comissão, Roberto Rocha (PSDB-MA), insistiam em manter a votação até que, respondendo a pedido do líder do PSDB, José Aníbal (SP), Rocha retirou a proposta da pauta.

O substitutivo foi protocolado há duas semanas por deputados ligados à CNA, segundo a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da confederação. Mas não foi considerado porque havia passado o período de emendas. Ao assumir a relatoria, Montes o tomou como seu. Segundo ele, a data de 31 de julho de 2006 foi escolhida porque seria um período em que o Ministério do Meio Ambiente teria a imagem exata do desmatamento. Mas a proibição de desmatar áreas de preservação permanente (encostas, cursos d”água) e a determinação de reserva legal de 80% das propriedades na Amazônia é anterior.

O projeto ainda retira da Amazônia Legal 4,2 milhões de hectares de floresta que estão em Tocantins e Maranhão. Com isso, a reserva obrigatória cairia de 80% para 20%. “Isso é praticamente acabar com a floresta nessas regiões”, diz Nilo D”Avila, do Greenpeace.

O substitutivo também repassa aos Estados o direito de determinar o tamanho das áreas de proteção em áreas consideradas de proteção para evitar erosão, desertificação e desmoronamento. Hoje, o governo federal determina um piso que pode ser de 50 a 500 metros, como em torno do Rio Amazonas.

“A bancada ruralista atropelou o processo. Não se apresenta substitutivo novo sem espaço para discussão”, afirmou Edson Duarte (PV-BA). “Ninguém pode obrigar o deputado a votar, mas nada nos impede de apresentar a proposta que quisermos. Se nós das entidades de classe não podermos fazer lobby pelo nosso setor, o que estamos fazendo aqui?”, questiona Kátia Abreu.

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2 Comentários leave one →
  1. Wandson permalink
    03/11/2009 13:46

    A Senadora, assim com maior parte de nosso parlamento, muitas vezes se colocam em posições erradas por simples ignorância do assunto, isso seria até compreensível, se não existisse as opções de se informar ou se abster quando não se sente preparado para arcar com a responsabilidade oriunda de uma tomada de decisão. Na verdade a maior parte de nossos representantes legislativos são representantes de interesses que não os da população e sim de amigos, apadrinhados, colegas, patrões e senhores. A desculpa de que geram emprego é frágil se colocarmos a lupa e observarmos que tipos de emprego são esses, a qualidade de vida que se proporciona para os desafortunados que ocupam estes postos de trabalho, em grande parte vivendo em situação de miséria e trocando o suor apenas por uma parca alimentação.
    Este senhores que se preocupam quase exclusivamente com a produção rural e a exportação de seus produtos, só pensam em seus dilatos umbigos e no farto presente, mas em breve estes mesmo produtos irão perder mercado devido seu peso sócio ambiental . Assim como quem compra drogas contribui com o tráfico, muitos países não irão querer compactuar com quem condena as gerações futuras a miséria sócio-ambiental.

  2. 22/12/2009 18:06

    Thank you for your valuable sharing. I wish you good work

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