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Solução para o lixo de São Paulo: gerar mais para lucrar mais

28/10/2009

Figura1Uma iniciativa popular está lutando para que a região de São Mateus não se transforme em um aterro sanitário. A região conta com uma vegetação abundante da Mata Atlântica (uma das poucas restantes), mas mesmo assim o “lobby do lixo” está fazendo pressão para que o aterro se concretize.

Com toda essa onda de geração de créditos de carbono em aterros sanitários, sendo vista até como exemplo de melhores práticas de sustentabilidade para grandes cidades, se cria uma imagem de que esta é uma solução sustentável para o lixo, aumentando a pressão para que esse mercado cresça. E para que esse mercado cresça é necessário que a geração de lixo aumente. Seria essa a proposta para esse aterro em São Mateus? Bem provável que sim. Vamos esperar para ver? NÃO!
Veja a apresentação abaixo e ajude nesta luta para criar o Parque Morro do Cruzeiro no lugar do aterro.

Clique AQUI e veja a apresentação sobre o Parque Morro do Cruzeiro e como você pode ajudar

Links:

Social Justice Network – Morro do Cruzeiro
Blog do Parque Natural do Morro do Cruzeiro

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4 Comentários leave one →
  1. Larissa Coldibeli permalink
    30/10/2009 10:51

    Discordo, a criação de um aterro hoje não vai estimular a produção de lixo, mas vai garantir que o lixo das próximas décadas terá um destino. Sabemos que os aterros e lixões atuais já estão atingindo sua capacidade. Vamos esperar o limite ser atingido para pensar numa alternativa?
    Qual a sua sugestão para resolver o problema do lixo, uma vez que é impossível parar de produzi-lo?
    Essas e outras questões foram abordadas num estudo sobre os desafios das megacidades. Vale muito a pena pensar nisso!

  2. 01/11/2009 12:33

    Olá Larissa,

    Com mais aterros você pode até pensar que nas próximas décadas teremos uma garantia para o destino do lixo, mas conseguiriamos levar isso pra sempre? Haja florestas para desmatar e populações para desabrigar para fazer esses empreendimentos…
    E não estamos esperando o limite ser atingido, pois esse limite já se passou. São Paulo já não tem mais para onde destinar nesse lixo (veja notícia nesse blog: https://ecourbana.wordpress.com/2009/10/02/sao-paulo-nao-tem-onde-jogar-lixo-mais/).

    O problema do lixo pode ser muito bem resolvido, ou melhor, diminuido, pensando na sua geração. Temos mil formas de pensar em processos de reutilização, reciclagem, logística reversa, entre outras. Em alguns casos (dependendo da tecnologia adotada) pode-se pensar na incineração que, embora não deva ser utilizada como A solução para o lixo, mas pode-se pensar em soluções integradas, inclusive com geração de energia. Parece que São Paulo está começando a pensar nessa segunda solução, mas será que está pensando na primeira? Vale muito a pena pensar nisso também…

  3. Silvia permalink
    03/11/2009 8:55

    Bom dia,

    de que vale pensar na contrução de aterros sem pensar na pré-construção?
    sem pensar no investimento em programas de educação ambiental?
    sem pensar na articulação setorial?
    sem pensar no longo e não somente no curto prazo?

    Deixo questionamentos que devemos repensar juntos para podermos reivindicar soluções para problemas tão complexos como a questão do lixo!

  4. Larissa Coldibeli permalink
    03/11/2009 9:23

    Apesar de não ser prioridade dos governos, educação ambiental é essencial, como a Silvia citou. Com a conscientização das pessoas, será possível colocar em prática o que você sugeriu, JP Amaral: a reutilização, a reciclagem etc.
    Mas é difícil esperar que essas iniciativas venham dos governos. O estudo sobre os desafios das megacidades, que eu citei acima, mostra que a educação para o uso da água, por exemplo, que também é uma questão emergencial, é pouco considerada pelos governantes que responderam a pesquisa. Deixo o link aqui: http://odesafiodasmegacidades.com.br/2009/09/28/educacao-para-o-uso-da-agua-uma-ideia-pouco-considerada/

    O mesmo blog mostra que a questão do saneamento básico também é secundária para as pessoas que responderam a pesquisa: http://odesafiodasmegacidades.com.br/2009/09/23/relevancia-secundaria-para-o-saneamento-basico/

    Ou seja, se nem aspectos básicos são considerados prioridade, como esperar um comprometimento efetivo com a questão do lixo?

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