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Países ricos propõem redução de 15 a 21 por cento do CO2 até 2020

14/08/2009

lady_climate_justice_500Os países industrializados estão disponíveis para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) entre 15 e 21 por cento até 2020, informou hoje a ONU na conferência climática a decorrer em Bona até sexta-feira. Mas a meta está longe dos 25 e os 40 por cento defendidos por cientistas. No total, o combate às alterações climáticas deverá custar 300 mil milhões de dólares (212 mil milhões de euros) por ano.

Faltam 115 dias para o início da conferência de Copenhaga, encontro de onde deverá sair o sucessor do Protocolo de Quioto, que expira em 2012. Mas ainda não é claro o que os países estão dispostos a fazer.

Hoje, o secretariado da Convenção da ONU para as Alterações Climáticas revelou o patamar dos 15-21 por cento, a níveis de 1990, com base nos planos de países como a Rússia, Japão, Canadá e Estados membros da União Europeia (UE).

Assim, as emissões dos 39 países industrializados deverão cair entre 10,7 e 9,8 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente em 2020, contra as 12,5 mil milhões de toneladas de 1990.

Segundo as Nações Unidas, os países que oferecem maiores reduções são a Suíça, Noruega, Liechtenstein e os Estados membros da UE. No extremo oposto estão o Canadá, Japão, Bielorrússia e Rússia.

Estes números excluem os Estados Unidos, o segundo maior emissor mundial depois da China, que não ratificou o Protocolo de Quioto. Apesar de a administração Obama se ter prontificado a reduzir as suas emissões de GEE, a percentagem que põe na mesa para 2020 é de apenas 14 por cento.

Yvo de Boer, presidente do secretariado da Convenção da ONU para as Alterações Climáticas, considera que os países ricos estão a “milhas de distância” daquilo que é necessário fazer para cumprir a meta defendida pelos líderes do G8 em Julho: reduzir as emissões em 80 por cento até 2050.

No âmbito de Quioto, os países industrializados estão comprometidos com reduções médias de 5,2 por cento entre 2008-2012.

A conferência a decorrer em Bona, onde estão reunidos 2400 delegados de 180 países, deverá ainda reduzir as 200 páginas da proposta para o novo acordo mundial climático e preencher muitos espaços ainda em branco no texto. “Em alguns tópicos, sinto algum progresso”, comentou à Reuters Anders Turesson, principal negociador da delegação da Suécia, país que assegura a presidência da UE.

À margem da conferência de Bona, Yvo de Boer estimou que serão necessários 300 mil milhões de dólares (212 mil milhões de euros) anuais para combater as alterações climáticas. “Vamos precisar de 200 mil milhões de dólares [141 mil milhões de euros] por ano para a mitigação e, provavelmente, 100 mil milhões [70 mil milhões] por ano para adaptação… de 2020 em frente”, comentou. O responsável acrescentou que estes números são uma estimativa que ilustra as necessidades a longo-prazo em direcção a uma “economia verde”.

Para De Boer seria importante que a conferência em Copenhaga, no final do ano, começasse com dez mil milhões de dólares (sete mil milhões de euros) em cima da mesa.

Fonte: Público

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