Skip to content

Laudo vê risco de enchentes na nova marginal

12/06/2009

Folha de S.Paulo

O conselho do meio ambiente da cidade de São Paulo cobrou providências do Estado para que a construção de duas novas pistas na marginal Tietê não provoque a volta das enchentes no rio. A um custo de R$ 700 milhões, a obra está prevista para começar em maio e ser concluída no segundo semestre de 2010.

Serão criadas duas novas faixas de circulação em 15 km dos 24 km da via, além de melhorar o acesso nas pontes. Ao aprovar a licença prévia para o projeto, o Cades (Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável) fez um alerta: as obras acabarão com 18,9 hectares de área permeável ao longo da marginal. São 189 mil m2, o equivalente a 24 campos como o do Pacaembu.

A redução da área permeável pode aumentar as chances de alagamentos na marginal, que não vê transbordamento do rio Tietê desde 2006 –embora tenha enfrentado transbordamentos de córregos. Áreas permeáveis são as que permitem que a água da chuva penetre no solo, evitando que ela siga direto para o rio. Ainda é exigido um plano de emergência para enchentes. A redução da área permeável e a necessária derrubada de árvores são o principal problema apontado por ambientalistas críticos ao projeto.

“Tivemos nesta semana um dia de caos por causa das chuvas, que foram causadas pelo fenômeno das ilhas de calor. Se você retira vegetação, você cria mais ilhas de calor. Teríamos que apresentar soluções para o problema, não aumentar o problema”, diz Yara Toledo, presidente da ONG SOS Manancial e membro do conselho de meio ambiente –ela votou contra o relatório, aprovado por 18 dos 31 conselheiros.

Representante da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no conselho e responsável por um dos votos contrários ao projeto, Maria Cristina Esposito afirma que a ampliação da marginal vai no sentido contrário ao esforço mundial contra a emissão de carbono. “No começo haverá uma melhora do trânsito, mas, com o aumento da frota, a marginal voltará a entrar em colapso.” O conselho indicou soluções para as críticas. Determinou a apresentação de um plano de replantio das árvores a serem retiradas, priorizando distritos vizinhos à marginal com maior temperatura média.

Outra exigência é criar passagens de pedestres e ciclistas sobre o rio, além de melhorar as calçadas e a iluminação. O conselho recomendou ainda que parte da compensação pela retirada de árvores seja apresentada na forma de ciclovias em vias paralelas.

A Dersa, responsável pela obra, diz que tomará as providências. “Não haverá aumento de risco de enchentes, vamos criar jardins ao longo das calçadas e em vias próximas à marginal”, afirmou o gerente de gestão ambiental da Dersa, Marcelo Arreguy Barbosa.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: