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É uma usina portuguesa com certeza

06/12/2008

parque_eolico3Marcelo Leite, Blog Ciência em Dia, 2 de dezembro de 2008

Você sabe onde fica a maior instalação de turbinas eólicas da Europa? E a maior usina solar do planeta?

Não é no Reino Unido, primeiro país desenvolvido a adotar um orçamento de carbono. Nem na Alemanha, pioneiro verde do Velho Mundo. Nem na Dinamarca. Acredite se quiser, ambas as instalações do primeiro parágrafo ficam em Portugal.

Acabo de descobrir essas coisas lendo duas reportagens de John Vidal no diário britânico The Guardian. A primeira, de hoje, dá conta de que começou a entrar em rede a energia produzida por 120 turbinas eólicas em Viana do Castelo, no Alto Minho.

A segunda, de 6 de junho, apresenta a fazenda de 2.520 coletores fotovoltaicos instalada no distrito alentejano de Moura, cada um do tamanho de uma casa, na descrição de Vidal (uma figura impagável, aliás, que tive o prazer de conhecer em recente visita ao jornal londrino). Móveis, os painéis mantêm um ângulo constante de 45° em relação ao Sol, movimentando-se como girassóis em sua direção ao longo do dia.

O mais incrível das duas reportagens é topar com um ministro da Economia – sim, da ECONOMIA -, Manuel Pinho, dando declarações que n~´ao sonhamos ouvir nem de Carlos Minc, ocupado como está em explicar por que o melhor que o Brasil pode fazer contra o aquecimento global é destruir só 11.700 km² de floresta por ano, ou o equivalente a 1/8 do território português.

Leia alguns trechos das reportagens:
“Temos de reduzir nossa dependência de petróleo e gás”, diz Pinho. “O que parecia extravagante em 2004, quando decidimos partir para as energias renováveis, parece agora ter sido uma decisão muito boa.”

Ele espera que Portugal venha a gerar 31% de toda a sua energia de fontes limpas até 2020. Isso significa elevar sua fatia de energia renovável de 20% em 2005 para 60% em 2020, comparado com a meta britânica de 15% até 2020.

“Países que não investirem em renováveis pagarão um alto preço no futuro. O custo da inação é mesmo muito alto. A percepção de que a energia renovável é muito cara muda a cada dia, conforme sobe o preço do petróleo.”

Ele acrescenta: “Energia e ambiente são o maior desafio de nossa geração. Precisamos desenvolver um modelo de baixo carbono para a economia mundial. A situação presente é perigosa.”

Algo me diz que o Manuel teria algumas coisas a ensinar para Dilma Rousseff, Edison Lobão, Guido Mantega e, ora pois, a Lula Marolinha da Silva.

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