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AIE apela a uma revolução energética apesar da crise financeira

13/11/2008

vapor-de-usina-termoeletricaEcoblogue, 12 de novembro de 2008

“Não podemos que a crise económica e financeira atrase a acção política que é urgentemente necessária para assegurar a segurança do abastecimento energético e travar o crescimento das emissões de gases de efeito de estufa. Devemos ir no caminho de uma revolução energética global, aumentando a eficiência energética e a utilização de energia de baixo carbono”, disse o director executivo da Agência Internacional de Energia, no lançamento público do World Energy Outlook (WEO) 2008.

No cenário de referência, sem que as políticas mudem, estima-se que a procura mundial de energia primária cresça 45% entre 2006 e 2030. A procura de petróleo subirá de 85 a 106 milhões de barris por dia até 2030. A procura de carvão sobe mais do que qualquer outra fonte fóssil, contando para 1/3 do crescimento do uso de energia. As renováveis crescem rapidamente, ultrapassando o gás no 2º lugar da principal fonte de electricidade logo após 2010. China e Índia contarão para mais de metade do crescimento da procura energética em 2030, enquanto o Médio Oriente emerge como o novo maior centro de procura. A parcela de energia consumida nas cidades cresce de 2/3 para quase 3/4 em 2030.

“As tendência actuais da oferta e consumo de energia são insustentáveis – ambiental, económica e socialmente – elas podem e devem ser alteradas”, referiu. “Aumentar as importações de petróleo e gás nas regiões da OCDE e Ásia, juntamente com a concentração crescente da produção num número pequeno de produtores, irá aumentar a susceptibilidade para quebras na oferta e subidas de preço acentuadas e rápidas. Ao mesmo tempo as emissões de gases de efeito de estufa irão aumentar brutalmente, colocando o mundo no caminho de um eventual aumento de temperatura de 6ºC”.

O petróleo continuará a ser a maior fonte de energia por muitos mais anos, mesmo nos cenários mais optimistas de desenvolvimento das fontes alternativas. Mas a origem do petróleo, o custo da sua produção e os preços nos consumidores serão extremamente incertos. “Uma coisa é certa, enquanto os mercados irão alimentar a volatibilidade, a era do petróleo barato acabou”.

Relativamente às emissões de CO2, se nada mudar, irão aumentar 45% entre 2006 a 2030. 3/4 do seu aumento irá acontecer na China, Índia e Médio Oriente, e 97% nos países da não OCDE como um todo.

O relatório traça o cenário para a estabilização dos gases de estufa em 550 ppm e 450 ppm. Para o primeiro irá necessitar de um investimento de 4,1 triliões de dólares em infra-estruturas energéticas e equipamentos – o correspondente a 0,2% do PIB anual mundial. A eficiência energética forneceria poupanças em combustível equivalentea a 7 triliões. Para o segundo o investimento necessário corresponderia a 0,6% do PIB, e as poupanças de combustível atingiriam os 5,8 triliões.

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