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Perante o pico do petróleo é preciso descarbonizar as economias, avisa AIE

10/11/2008

pico_prod_petroleo2Da redação, Le Monde. Ecoblogue, 8 de novembro de 2008

O último relatório anual da Agência Internacional de Energia, de 6 de Novembro, não incita o otimismo. Entre a alta inevitável do preço do petróleo, o declíneo acelerado das reservas petrolíferas em exploração, a insuficiência dos investimentos (produção, refinagem, …) e a aceleração do aquecimento global, é impossível não olhar para o futuro do Planeta de negro com a leitura do World Energy Outlook 2008.

Ao ritmo a que estão as coisas ctualmente, é preciso “uma maior descarbonização da economia” para evitar “efeitos catastróficos e irremediáveis” sobre o clima. Nada menos que uma “revolução energética”. Isto é para nos fazer desesperar? “Nós estamos no cruzamento dos caminhos (…) Não é demasiado tarde para mudar de direcção”, alerta o economista chefe da AIE.

O mundo não tem falta do ouro negro. A terra tem o equivalente a 6500 mil milhões de barris, mas em zonas cada vez mais dispendiosas e mais difíceis de extrair e refinar.

Se nos retivermos no petróleo dito “convencional”, o declíneo das reservas acelera-se. Mais rápido no mar do Norte e nas pequenas reservas do que no Médio Orientes e nas reservas gigantes do Iraque e Arábia Saudita. A AIE estima que o declíneo natural dá-se a uma taxa de 9% por ano depois de atingido o pico.

Esta taxa é de 6,7% em relação aos investimentos destinados à produção. Estas taxas de deplecção serão de 10,5% ou 8,6% em 2030. Ou o consumo passará de 84 a 106 milhões de barris em 2030, mesmo que o contributo do petróleo para a energia primária desça de 34 a 30% devido ao aumento do carvão e gás.

A raridade do recurso e o custo dos investimentos irá repercurtir-se no preço. “A era do petróleo barato acabou”, sublinha a AIE. A agência estima que irá passar os 100 dólares e aí manter-se até 2015. Será de 200 dólares em 2030. É preciso “uma reavaliação das perpectivas de custos de produção e procura”. Uma procura que será de 45% daqui a 20 anos. É isso suportável para o planeta? Metade do crescimento da procura virá da China e Índia (e 87% dos países emergentes).

“Podemos estar certos que o mundo da energia será diferente em 2030 que actualmente”, conclui. Mas não necessariamente no sentido da maior sustentabilidade. Os combustíveis fósseis irão representar 80% da energia consumida. É preciso promover a economia de energia e as renováveis.

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