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A economia perde mais dinheiro com a desflorestação do que com a crise financeira

12/10/2008

Ecoblogue, 11 de outubro de 2008

Um estudo comissariado pela União Europeia concluiu que as perdas económicas anuais derivadas da redução das florestas equivalem a dois a cinco trilhões de dólares, um valor que ultrapassa largamente os prejuízos dos mercados bolsistas, calculados em mais de um trilhão de dólares.

Os resultados do relatório The Economics of Ecosystems and Biodiversity (TEEB) – um projecto iniciado pela Alemanha, durante a sua presidência da União Europeia – foram apresentados no âmbito do Congresso Mundial da Natureza, a decorrer em Barcelona, e pretendem alertar as entidades governamentais para uma nova perspectiva sobre o ambiente.

Pavan Sukhdev, economista do Deutsche Bank e líder do estudo, destaca as graves consequências da destruição da floresta, cujas perdas transformam o défice financeiro num “anão”, quando comparado com a crise ambiental. “[O défice ambiental] não só é imenso como é também contínuo, está a acontecer todos os anos, ano após ano”, explicou Sukdhev à BBC.

Sete por cento do PIB global

Os valores apresentados são calculados segundo a avaliação económica dos serviços que a floresta proporciona de forma natural e gratuita, tais como o fornecimento de água limpa ou a absorção de dióxido de carbono, e que com o avanço da desflorestação têm de ser substituídos pela mão humana, o que tem custos acrescidos.O prejuízo económico deste processo traduz-se já em sete por cento do PIB global, concluiu a primeira fase deste estudo, que será expandido a outros sistemas naturais para além das florestas, até 2010.

O TEEB constatou ainda que as consequências económicas da desflorestação recaem de forma desproporcional sobre os mais pobres, pois são aqueles cuja subsistência mais depende da floresta, especialmente nas regiões tropicais. No mundo ocidental, as consequências não são sentidas de forma tão directa, mas são igualmente graves, a começar pelo aumento dos gases de efeito de estufa.

Traduzir o desaparecimento das áreas verdes em prejuízos económicos para os Governos mundiais é polémico para alguns estudiosos, mas para o economista Sukdhev é o caminho a seguir. Se os argumentos sustentados no valor intrínseco da natureza não funcionaram, há que experimentar algo diferente; é esta a filosofia do estudo, comparado ao Relatório Stern, de 2006, que fez as contas sobre as consequências económicas das alterações climáticas.

Mas Sukdhev acredita que “os tempos são outros”. Diz que, há cerca de três anos, os olhos dos decisores políticos mal passariam por cima do seu relatório, mas “agora (…), ouvem-nos e até fazem perguntas”, conclui.

Dois trilhões de dólares é, pelo menos, o prejuízo anual derivado das consequências da desflorestação, estima o relatório TEEB

Fonte: Público

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  1. 08/07/2009 9:48

    Floresta Nacional Saracá-taquera.
    O Ibama, F.Chico Mendes e secretaria de meio ambiente do Oriximiná Pa, estão vendendo e floresta p/madeirieira, na região da FLONA há existencia de varias comunidades tradicionais, encluse quilombolas, já lotearam a FLONA já estão públicando edital. Estamos prcisando de todo tipo de ajuda p/ conter este crime.

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