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Estudo aponta aumento de ‘zonas mortas’ nos oceanos

02/10/2008

Ambiente Brasil, no Ecoblogue, 1 de outubro de 2008

O número de “zonas mortas” devido à poluição nos oceanos está a crescer rapidamente, e os cardumes costeiros estão mais ameaçados do que se pensava, disseram cientistas na segunda-feira (29). Num artigo na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, os especialistas disseram que essas áreas carentes de oxigénio estão a tornar-se “uma grande ameaça aos ecossistemas costeiros globalmente”.

Em lugares distantes entre si como o golfo do México e o mar Báltico, a proliferação exagerada de algas – devido à abundância de dejectos orgânicos – esgota o oxigénio da água.

“Organismos marinhos são mais vulneráveis ao baixo conteúdo de oxigénio do que se reconhece actualmente, sendo os peixes e crustáceos os mais vulneráveis”, disse Raquel Vaquer Suner, do Instituto Mediterrâneo de Estudos Avançados, da Espanha.

“O número de zonas hipóxicas relatadas está a crescer globalmente à taxa de 5 por cento ao ano”, disse ela.

Um estudo da qual ela participou mostra que essas “zonas mortas”, que não existiam no final da década de 1970, já eram 140 em 2004.

O artigo publicado nos EUA diz ainda que o aquecimento dos oceanos, ligado às alterações climáticas globais de origem humana, podem agravar o problema das “zonas mortas”, pois o oxigénio tem mais dificuldade de se dissolver na água morna.

As primeiras “zonas mortas” foram descobertas em latitudes elevadas do Hemisfério Norte, como a baía de Chesapeake (Costa Leste dos EUA) e fiordes escandinavos. Agora, elas estão aparecendo na América do Sul, Gana, China, Japão, Austrália, Nova Zelândia, Portugal e Grã-Bretanha.

Até recentemente, segundo o estudo, a comunidade científica considerava que o nível de oxigénio poderia cair para 2 miligramas por litro, sem que a água do mar fosse considerada hipóxica.

Mas muitas criaturas são muito mais sensíveis. Larvas de um tipo de caranguejo do leste da América do Norte começaram a “sufocar” quando o oxigénio caía a 8,6 miligramas por litro, o que é um pouco abaixo do índice normal.

“Os limites atualmente usados…não são suficientemente conservadores para evitar a mortalidade generalizada”, disseram os cientistas, sugerindo que se adote como medida a cifra de 4,6 miligramas de oxigénio por litro de água.

Fonte: Ambiente Brasil

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