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Mais de 600 mil famílias recebem hoje vales para substituir lâmpadas

11/09/2008

Ecoblogue, do Diário Economico, 10 de setembro de 2008

A partir de hoje e até à próxima semana, 600 mil famílias portuguesas vão receber nas caixas de correio vales para trocarem as suas lâmpadas por lâmpadas de baixo consumo energético. Em declarações ao Diário Económico, o coordenador deste programa do Ministério da Economia, João Conceição, explica que a distribuição dos vales teve em conta as famílias com rendimentos mais baixos, por um lado, e as famílias com menor consumo energético. “As famílias foram identificadas com base na informação do consumo e potência contratada, porque este binómio é um indicador das famílias mais desfavorecidas”.

Assim, a partir de hoje, as famílias vão começar a receber na caixa de correio os vales. Depois, basta dirigirem-se a um dos hipermercados da Sonae (Modelo e Continente) ou da Jerónimo Martins (Pingo Doce e Feira Nova) para recolherem, sem encargos, as suas novas lâmpadas, “que duram mais oito vezes que as normais e são bastante mais eficientes”.

Mesmo com um investimento de seis milhões de euros para a substituição de lâmpadas nas casas e também nas escolas, o saldo é positivo: “A poupança anual em energia e em CO2 cifra-se em nove milhões de euros”, diz João Conceição, que conclui: “Se nos custa seis milhões de euros e poupamos nove milhões só nas casas (são 13 milhões se contabilizarmos também as escolas), então esta iniciativa paga-se a ela própria logo no primeiro ano”.

Para garantir que há tantas lâmpadas nos supermercados e estações de correio – onde os vales também podem ser trocados – o processo teve de começar bastante antes. As lâmpadas foram entregues nos centros de distribuição das grandes superfícies comerciais, que depois as encaminharam, através das suas cadeias de distribuição, para os supermercados. Para quem não se queira dirigir a um supermercado, também é possível “telefonar para um número verde e dizer qual a estação de correios onde quer ir buscar a lâmpada”.

Depois da primeira entrega, a atenção vira-se para a garantia de que os ‘stocks’ não vão faltar. Diariamente, a troca de lâmpadas será monitorizada através dos códigos de barras, e as baixas de ‘stocks’ serão compensadas pelas regiões onde a procura é menor.

Lisboa e Porto, claro, são as maiores. Para a capital vão 12% dos três milhões de lâmpadas, para o Porto vão 8%, mas a distribuição é uniforme. Por exemplo, não há nenhum concelho que tenha menos de 3% do total.

A iniciativa do Ministério da Economia pretende sensibilizar os portugueses para os cuidados a ter com a factura energética de cada um, mas vai também estender-se às escolas. João Conceição sublinha que, neste caso, o conceito é diferente: “Vamos aproveitar o início das aulas para, a meio de Outubro, promover como Ministério da Educação um conjunto de iniciativas para sensibilizar os miúdos para este problema, o que passa por dar lâmpadas às crianças para levarem para casa.

Para o ministro da Economia, hoje é um dia importante. Ao Diário Económico, Manuel Pinho salienta que “este é um dos maiores programas de distribuição de lâmpadas eficientes na Europa e tem um forte cariz social”.

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