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Metrô vai alugar bicicleta em oito estações

03/09/2008

Alencar Izidoro e Juliana Coissi, Folha de S.Paulo, 2 de setembro de 2008

A partir do fim do mês, será possível alugar bicicletas em estações do metrô de São Paulo. O projeto-piloto será implantado no centro e nas zonas leste e sul. O uso é gratuito por 30 minutos -depois, custa R$ 2 a hora e R$ 50 a diária.

Há quem critique, porém, a carência de infra-estrutura da cidade para a circulação de ciclistas, pela falta de ciclovias e de estacionamentos, além dos riscos de acidentes.

Hoje, enquanto carros utilizam 17 mil km de ruas e avenidas, existem só 4,5 km de ciclovias fora de parques -e elas não ligam pontos importantes.

O projeto, criado para desestimular o uso de carro e desafogar o metrô, foi elaborado pelo Metrô em parceria com a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. A inspiração veio do serviço municipal de bicicletas de Paris, que começou em 2007 já com a oferta de 10 mil bicicletas e a promessa de dobrar esse número.

Em São Paulo, serão oferecidas 80 bicicletas, dez em cada estação, nas zonas sul (Vila Mariana), leste (Carrão, Corinthians-Itaquera e Guilhermina Esperança) e centro (Sé, Paraíso, Anhangabaú, Marechal Deodoro). Outras oito estações terão paraciclos (estruturas para acorrentar bicicletas).

O aluguel não está vinculado à utilização do metrô. Após o uso, a bicicleta poderá ser colocada nos paraciclos de qualquer uma das oito estações. Para retirar a bicicleta, o interessado terá de preencher uma ficha e deixar uma cópia do cartão de crédito como garantia. O pagamento é debitado no cartão.

O projeto deve durar 60 dias. Se aprovada, a idéia deve ser expandida a outras sete estações.

A oferta das bicicletas e a instalação de estruturas ficará inicialmente a cargo da seguradora Porto Seguro –em troca da visibilidade da marca em bicicletas e estacionamentos–, mas outras empresas devem ser aceitas. O gerenciamento será feito pela ONG Instituto Parada Vital, e serão chamadas outras entidades.

O secretário dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, admite as deficiências para a circulação de bicicletas, mas alega que a medida ajudará a “promover a discussão”. “A pressão [por infra-estrutura aos ciclistas] vai aumentar.”

Para o presidente da Federação Paulista de Ciclismo, Marcos Mazzaron, a proposta é uma ação eleitoral, pois faltam ciclovias e bicicletários (estacionamentos de bicicletas). “É prematuro implantar qualquer coisa com bicicleta sem uma infra-estrutura, pois vai expor as pessoas a acidentes.”

Em 2006, no último levantamento, 85 ciclistas morreram na cidade. O secretário do Verde, Eduardo Jorge, que também admite a carência, disse que neste ano irá inaugurar 12 km de ciclovia na Radial Leste, em um total de 25 km em construção. “Para quem tem zero de ciclovias, os 25 km são paradigmáticos”, diz o secretário.

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