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Petista e tucano descumprem meta no metrô

30/08/2008

Marta, que tem proposta de campanha rechaçada pela empresa, e Alckmin deixaram de pôr em prática o que já prometeram. Para metrô, projeto petista é “incompatível com os fundamentos técnicos”; ex-governador prometeu linha 4 pronta para 2006.

Fernando Barros de Mello e José Alberto Bombing, Folha de S.Paulo, 29 de agosto de 2008

Alvo da mais recente polêmica entre os dois líderes da corrida à Prefeitura de São Paulo, os investimentos na ampliação do metrô já foram temas de promessas não cumpridas pela petista Marta Suplicy e pelo tucano Geraldo Alckmin.

Neste ano, as propostas apresentadas pela candidata esbarram ainda em relatório preparado por técnicos do metrô, e os petistas evocam o Tribunal de Contas do Estado para dizer que Alckmin não investiu tudo o que podia no sistema.

Em 2000, quando venceu a eleição, Marta afirmou que iria colocar dinheiro na ampliação da rede: “O município sempre se omitiu nesse assunto. Eu pretendo fazer o metrô”.

Dois anos depois, na Assembléia Legislativa, o então governador Alckmin afirmou, em relação à linha 4: “As obras devem ser iniciadas ainda em 2002 para conclusão em 2006”.

Nem Marta colocou dinheiro, nem Alckmin cumpriu o prazo estipulado -a previsão agora é 2010.
O projeto de Marta deste ano é “incompatível com os fundamentos técnicos que orientam o planejamento”, segundo análise de especialistas do metrô, a qual a Folha teve acesso.

Segundo o texto, as novas linhas “se sobrepõem a linhas que já estão sendo construídas ou são inadequadas e ocasionariam distúrbios na operação do metrô”, e “valores, prazos e fontes de financiamento apresentados não fecham”.

O projeto de Marta mais criticado é a criação da linha 6, da Conceição até Cachoeirinha.
“Com esse traçado, a população da Vila Nova Cachoeirinha para chegar ao centro, destino da maioria dos passageiros da região, conforme levantado pela pesquisa Origem e Destino, teria de fazer viagem negativa, passando por Pinheiros”, afirma o texto.

Se eleita, Marta promete que a prefeitura investirá R$ 490 milhões por ano no metrô e outros R$ 490 milhões viriam do governo federal. Pela proposta petista, o governo do Estado investiria R$ 980 milhões anuais.

O metrô argumenta que o Estado precisaria retirar esse valor anual do atual Plano de Expansão, o que “implicaria paralisar obras”.

No relatório do Plano de Expansão do Estado, o investido está em R$ 965,6 milhões até 2006 (valores atualizados) na linha 4 do metrô. Portanto, ainda inferior ao valor anunciado por Alckmin em 2002.
Com base em análises do TCE sobre o PPA (Plano Plurianual) do Estado de 2003 a 2007, a liderança do PT na Assembléia também diz que a execução orçamentária do ex-governador para a linha 4 do metrô ficou abaixo das metas.

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