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Usurpação de terras em nome do ambiente

16/08/2008

Ecoblogue, 16 de agosto de 2008

A usurpação de terras nos países sub-desenvolvidos atingiu já níveis sem precedentes. As populações locais têm sido expulsas de terras que ocupam há décadas para dar lugar a empreendimentos privados, seja para plantação de cereais (aproveitando o aumento dos preços), para a exploração de madeira ou para a “preservação” de florestas (para a obtenção de créditos de carbono).

Em qualquer dos casos, as comunidades recebem pouco ou nada. Em muitos países africanos, por exemplo, em Gana ou no Congo, os madeireiros arrasam florestas tropicais, entregando parte das receitas para a elite local. Frequentemente, contam com o apoio do Banco Mundial.

O novo elemento que está agravando as disputas territoriais é a venda de créditos de carbono. Muitos países com florestas tropicais, como a Indonésia, têm pressionado a ONU no sentido de ser possível vender créditos de carbono pela preservação de florestas, os quais seriam comprados por empresas do mundo industrializado. Desta forma, as empresas do Norte podem evitar maior controle nas emissões adquirindo créditos. As receitas, obviamente, revertem para o governo e para as empresas.

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