Skip to content

Compra de terras da Amazônia

03/06/2008

Esse fim de semana saiu a notícia bombástica de que Johan Eliasch, executivo Suéco e presidente da ONG Cool Earth, é proprietário de 1600 hectares da Amazônia, terreno maior que a cidade de São Paulo.
Enfim, segue o vídeo da reportagem feita pelo Fantástico sobre Johan Eliasch e a facilidade de comprar e vender terras da Amazônia.

PARTE 1

PARTE 2

Anúncios
29 Comentários leave one →
  1. 05/06/2008 23:15

    Planeta que chora
    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    Reflito sobre a vida
    sobre o mundo rotativo
    do universo exuberante
    da beleza do ser pensante
    do mundo mágico criativo
    É o solo, é a existência roída
    de um planeta que chora, exaurido.
    De uma fumaça de gás cumprimido
    De um berço que faz sentido.
    De uma paisagem destruida
    que teimo em desfrutar
    a reta um ponto vai ficar
    o fim, o começo a externar
    O espaço a gritar
    O ambiente somente?
    A água ?
    A selva?
    O mar ?
    E nós humanos ?
    O planeta chora
    A inteligência ignora?
    Onde iremos morar?
    sem terra, sem piso, sem ar
    sem fogo, sem água, sem mar?
    por que a poluição ?
    o farelo da destruição
    O lixo cultural ?
    O rio é um esgoto
    O mar está morto
    O ar é aborto
    de quem quer abortar,
    assim, volto ao pó
    não tem reciclagem
    é uma viagem,
    mas viajo só?

    Autorizo repasse de postagem, favor citar a fonte. o autor

  2. 14/06/2008 23:35

    Quem sabe? Se cada ser humano tivesse a oportunidade de passear pelo os confins do universo gelado, os homens não poderiam se tornar humanos de verdade.

    Passeio Cósmico

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    Entre galáxias quentes
    Quasares gigantes
    Tudo tão distante
    É tão diferente

    Não tem gravidade
    É uma queda de gênio
    Não tem oxigênio
    Estranha suavidade

    O terror da matéria
    Viva atrevida
    Não tem vida
    Do humano a miséria

    Não tem cultura
    Luz escuridão
    Alma em aflição
    É somente tortura

    O medo grita
    O silêncio calado
    No mundo gelado
    Sem terra e guarita

    Há anos, ativo.
    Vejo um ponto
    Pare uma foto.
    E ali que vivo

    Um traço obscuro
    Não parece uma bola
    A câmera giratória
    A terra procuro

    Perdido no infinito
    Leva-me de volta
    De tanta viravolta
    Sinto-me perdido

    Que tal existência
    Aonde vai me levar
    Onde queres chegar
    Só vejo a ausência

    Nos confins um grito
    Não sei decifrar
    Mas vou escutar
    E assim repito

    Um barulho estranho
    Parece um cano
    A água derramar
    Cadê gravidade
    A tua humanidade
    Para poder parar

    Vejo-me girando
    Eu mesmo falando
    Onde vamos chegar
    Tudo é mistério
    Grande interrogação
    È poder da matéria
    Ou da criação?

  3. 14/06/2008 23:36

    Alma de Cupim

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com.

    Adora a existência
    Contempla o natural
    O espaço sideral
    Inteligência da potência

    Muda a paisagem
    Destrói a natureza
    Maltrata a beleza
    Em qualquer passagem

    Dialética humana
    Constrói o artificial
    Dizima o natural
    Da fumaça que emana

    A construção de desertos
    Na alma impregnada
    Não pode sobrar nada
    Em campos abertos

    Qualquer jardim
    Deve ser venerado
    Aplaudido e aclamado
    Querendo o seu fim

    Luta demente
    Não tem beleza
    Não tem natureza
    Não tem jasmim

    Jardim da humanidade
    Todos têm direito
    Qual foi o defeito
    Todos defendiam
    Todos aplaudiam
    Não tem mais jardim
    Não tem mais culpado
    O tempo rolado
    Num mundo sem fim
    Corpo humano
    Alma de cupim

  4. 24/06/2008 0:44

    Universo Paralelo
    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    No palco da existência
    Bilhões de combinações
    Infinitas proporções
    Da matéria a essência

    O Universo unificado
    Longe da imaginação
    Entrar numa prisão
    Por tempo determinado

    Matéria não adaptada
    A um tempo a correr
    Na dependência sofrer
    Corpo, a vida deixada.

    É uma ida, uma volta.
    É o estar, é o ser.
    É o Poder, é o ter.
    É uma reviravolta?

    Entra numa dimensão
    Do tudo – do nada nasce
    É apenas um disfarce
    Do nada, a terra, o chão.

    É uma magia encantadora
    Toda carne é morredoura
    Sem ela, a imortal
    Alma sonhadora
    Na vida a vagar.
    Uma compreensão
    Uma explicação
    Ninguém quer falar
    Quem pode entender esta seta
    Que a história inquieta
    Teima em voltar

  5. 24/06/2008 13:23

    Enquanto neste país, a campanha eleitoral for financiada por grupos que atendem aos interesses dos grandes capitais, muitos marionetes do capitalismo selvagem, excludente, individualista, fonte geradora do compadrio comprometedor que faz com que, após eleitos, sejam em alguns casos defensores intransigentes de grupelhos mercantis, sem nenhum compromisso com o desenvolvimetno do Brasil e principalmente com uma política que venha beneficiar a todos os brasileiros, preferenciando os mais humildes. Tudo é motivo de descrédito, de subdesenvolvimento e de atraso.
    Triste sina
    Luiz Domingos de Luna
    http://www.meninodeusaurora.com.br
    Que triste sina esta minha!
    De nascer neste torrão
    Pegado na mão da miséria
    E agarrado no fracasso
    Tem que ter nervo de aço
    Para não virar pedaço
    E suportar a aturação
    O poeta é graduado
    Mas sem anel ou anelado
    Não vai mudar o estado
    Da nossa situação
    Convidei os folcloristas
    Para assistir nosso forró
    Sem sanfona, sem zabumba.
    Sem triângulo e sem suor
    O teclado agora berra
    Não tem mais o pé de serra
    Não sei se acerta ou erra
    Quem tirou o pão de ló
    Fomos olhar a boiada
    Que era tangida na estrada
    Pois o chocalho se ouviu
    Que boiada que nada
    Era um coitado que cantava.
    E seu nome era Brasil.
    Convidamos toda a mídia
    Jornal, rádio e televisão.
    Todos gritaram a uma só voz
    É uma doença que
    atingiu o seu coração
    É um vírus persistente,
    É uma força onipresente
    O seu nome é conhecido
    É um bicho bem sabido
    O nome é corrupção
    Ataca a democracia
    Corrói a instituição
    O direito se esfarela
    Pois até a sua costela
    Vira massa de construção
    Acaba-se o operário
    Ou espertalhão ou otário
    Eis aí a prescrição
    Dá uma febre danada
    O termômetro não
    baixo nada
    Pois pode olhar a pesquisa
    Só se olha o do outro
    que se visa
    Não tem mais o cidadão,
    São esperto, vivo, sortudo, sabido?
    Todos são conhecidos
    Mas não com nome
    de ladrão.
    Quem falar isso é mentiroso, não é patriota,
    Não passa de um agiota
    Que quer loar a vernaculação
    Cadê a ética, a cidadania.
    A dignidade, a família
    o Estado.
    A sociedade, o contrato social,
    Ainda bem que a justiça
    é cega,
    O futuro se encerra,
    em mais um filme
    que todo mundo viu,
    a imprensa não foi silenciada,
    mas, por mais grito,
    mais grito, mais roucada,
    mais dia, menos dia
    fica calada, pois é um grito
    que ninguém quer ouvir mais não.
    É o dia da diária
    A quinzena da
    quinzenada
    É a mensalada do
    mensalão
    É o grito da boiada que
    ficou para trás não
    tem mais boiada não.
    É o sertão que virou mar
    É o mar que
    virou sertão.

  6. 25/06/2008 14:12

    Reflexo da Fé

    A inteligência consome o meu espírito
    Para tudo tenho uma explicação
    Sou resultado de uma evolução
    Assim, sou finito ou infinito?

    Construo a grandeza artificial,
    Por isto sou grande e efervescente
    Mas de manhã quando olho o nascente
    Vejo algo mais perfeito e natural

    O que faço vejo sem igual,
    Pois ao instinto, digo -inteligência.
    Ao ser humano isto é essência?
    Irracional tendo, a minha é especial.

    Sou pequena matéria atrevida
    Que vive no minúsco habitado
    O agrupamento da soma e resultado
    Sou o aqui da minha e tua vida

    Mas se o ar que faço não respiro
    Onde está minha potência e grandeza
    É destruir a natureza?
    Sim, -mas…a admirá-la, me admiro.

    Sendo ou não religioso
    O ar de inferioridade me domina
    A beleza natural que me fascina
    O Infinito deslumbrante e misterioso
    Fonte:O Globo.mobi :: Blog :: Comentários
    Luiz Domingos de Luna

  7. 25/06/2008 14:13

    Remoção
    Luiz Domingos de Luna

    03/01/2008 01:29

    Qual a mensagem dos tempos de outrora?
    se cada corpo já foi consumado,
    ainda hoje está sendo transformado.
    O modo do passado é o mesmo do agora.
    A matéria se diz evoluida,
    porque não vê o golpe da separação.
    O lugar dos que foram é o mesmo
    dos que vão
    E assim a moda passa e fica a vida
    É um estar na vida momentânea
    que nos deixa e segue a caminhada
    do passado fica só a malha armada
    Para, que pena! – entrar os contemporâneos
    As inteligências interrogam o mistério,
    do mesmo modo que já foi interrogado
    o futuro continuará a ser passado
    os que chegarem, adotarão este critério
    E o que se vê é uma fase remavida
    que cada um de qualquer maneira leva
    não se fala se tem ou não reserva
    e assim vai o remo e fica a vida.
    Fonte:O Globo.mobi :: Blog :: Comentários
    Luiz Domingos de Luna

  8. 25/06/2008 14:15

    Miopia Humana

    É um grande desperdício

    Ao irmão discriminar

    qual seja sua orientação

    ou sua forma de pensar

    pois quando eu externo opinião

    espero me respeitar

    mas como posso exigir isso

    se não sei: ao outro tolerar?

    precisamos entender

    a heterogenia social

    para não ignorar

    a opção existencial

    é o estilo do homem

    de uma sociedade – a acelerar

    chega de rótulos idiotas

    de preconceitos rotulados

    lutemos pela liberdade

    harmonia da sociedade

    e da vida só bem estar

    deixai aos seres humanos

    a sua paz,

    liberdade

    de ser,

    de viver,

    De pensar.

    Pois todos somos iguais

    na biologia molecular

    fomos e somos

    46 cromossomos.

    compreenda as preferências

    entenda as diferenças

    para poder se respeitar
    Fonte:O Globo.mobi :: Blog :: Comentários
    Luiz Domingos de Luna

  9. 25/06/2008 14:18

    O Obsoleto
    Luiz Domingos de Luna
    – Por que tenho que respirar?
    Pisar na terra, no solo, na água e no mar.
    Agarrado à gravidade
    Para uma besta morte, me levar.
    -Não dar para ser diferente?
    Tenho que ser dependente
    Da terra, do fogo, da água e do ar?
    -Por que não sou uma semente?
    Para o sopro de a vida continuar
    -A clorofila eu sei processar
    Ao ar, não preciso contaminar.
    Tenho meu próprio alimento
    Na terra, no fogo, na água e no mar,
    Um planeta livre, rotativo.
    – Tem como ficar torto
    Não, morto? – não
    Com certeza
    Está vivo.”
    Fonte:O Globo.mobi :: Blog :: Comentários
    Luiz Domingos de Luna

  10. 25/06/2008 14:19

    Carrossel Existencial

    O universo curvo em movimento

    Derramado na grandeza universal

    Força da beleza existencial

    Paisagem contemplativa do momento

    Infinito magnífico de grandeza

    Planeta com vida continuada

    Tudo em partícula integrada

    Pois o azul dá o tom da clareza

    Natureza de perfeito material

    É de uma ótima administração

    Cuide Senhor, zelai, ação.

    Oh! Linda máquina natural

    Seres humanos

    Paisagem social

    Uma bola sadia

    Bem que Merecia

    Uma rotação natural

    Sem poluição

    Sem destruição

    Sem as ondas

    Sedentas do mal.”
    Fonte:O Globo.mobi :: Blog :: Comentários
    Luiz Domingos de Luna

  11. 27/06/2008 14:31

    Um absurdo total. O território da Amazônia deveria ser pelo menos 50% de propriedade do Estado e este por sua vez deveria cuidar das reservas de sua propriedade.

  12. 28/06/2008 23:07

    Aos Seres Humanos

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    Quebrando correntes
    No tempo a passar
    Mistérios a desvendar
    A todo o momento

    Se tudo fosse diferente
    Teria o ser humano
    O pensar, um plano.
    Da existência presente

    Que show arriscado
    De um palco sem fim
    O infinito vem a mim
    Ou já foi programado

    Tanta existência
    Quem vai usufruir
    O tempo destruir
    Ou há consistência

    A Vida acompanha
    As etapas da curva
    Existe uma luva
    De potência tamanha

    Controlar o processo
    De toda imensidão
    É plenitude da razão
    Ou pensamento, ao inverso.

    É do ser humano obrigação
    Conhecer todo o infinito
    Ou existe um conflito
    Buscando interrogação?

    Já não é chegado
    A hora de saber
    Do universo o porquê ?
    Na existência – postado.

  13. 02/07/2008 22:44

    Entre Colunas

    Luiz Domingos de Luna
    www. Revistaaurora.com

    Entre nascimento e morte
    Pego o meu passaporte
    Numa vida a bailar
    Dos dois pontos faço linha
    Numa estrada que caminha
    Na sorte ou no azar
    Entre colunas eu fico
    Sempre a caminhar
    Não pode ter acidente
    Senão quebra a corrente
    Já não posso respirar
    Uma reta esticada
    Cada passo, uma pisada
    Tenho que controlar
    Não posso sair do prumo
    Ou então um tombo
    Para me derrubar
    Do útero para cova
    Uma vida se renova
    Cheirando interrogação
    No meio das ampulhetas
    Viro pó, sombra e chão.
    Ou larva de borboleta
    Uma vida nova nasce
    É uma transformação ?

  14. 05/07/2008 13:45

    A Fábrica de Universos
    Luiz Domingos de Luna

    Os bósons são inteligentes
    Escondidos em outra dimensão.
    Por que tanta precaução
    É um ato consciente?

    A ciência está na cola
    Graças à matéria escura
    Que dificulta a procura
    Confunde o eixo da mola

    Choque de matéria e luz
    Curvado no infinito
    São partículas de granito
    Ou mistério da órbita conduz?

    Esta imantação é problema
    Dependência de uma ditadura
    Da energia e da matéria escura
    Um cárcere privado com algema

    Iluminados – O que fará
    Com o bóson aprisionado
    Um mistério bem guardado
    Ou ao humano entregará?

    A Quem interessa?
    Uma fábrica de universo
    Os paralelos diversos
    Para que tanta pressa

    Um universo precisa
    De um planejamento
    Senão o novo engole a gente
    Seja humano ou não
    Tudo vai para o ralo do nada
    Cadê a inteligência em projeção
    A Consciência e a razão
    Virou tudo fragmento
    Não basta o pensamento
    No túnel do tempo
    Numa vida a bailar

  15. 13/07/2008 18:41

    A Tela de Compostela
    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    Matéria no corpo diluída
    O Espírito a chama clarear
    Contorno de tudo a acentuar
    O Equilíbrio da alma indefinida

    A estrada da poeira percorrida
    O Peso da história a carregar
    Andarilhos pelo mundo a vagar
    Corpo dilacerado, carne dolorida.

    Busca da grande interrogação
    Indagação ao humano, toda hora.
    Pergunta sem resposta, que aflora.
    Na caminhada, da caminhada – a imensidão

    A fadiga corrói o corpo fraco
    Na tela do ferro a rasgar
    O corpo humano a sangrar
    Na busca da infinitude do aço

    Em pedaços a matéria a chorar
    Clamando o grande encontro
    É o homem, é o outro, é o espanto
    Que no final tem que juntar
    Carregando em um só corpo o mistério
    Destes fragmentos em um só “eu” aglutinar

  16. 11/08/2008 18:23

    A Busca

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    A Alma humana a buscar
    A todo e qualquer momento
    É uma força ou um sentimento
    Que nunca pode parar

    É incrível o aprimoramento
    Que precisa aprimorar
    O pensamento a vagar
    Em um novo firmamento

    Seja qual for à maneira
    Tem que modificar
    Pois está no DNA
    É uma seqüência inteira

    Tudo a repensar
    Nada está concluído
    É como um fluido
    Em constante derramar

    Talvez o eixo da dúvida
    Esta procura, enfim.
    Nada tem um fim
    É o sentido da vida

    Parar um instante
    Isso nem pensar
    A busca sempre a buscar
    É uma corrente andante.
    Aonde vamos chegar?

  17. 12/08/2008 12:25

    Aurora, uma janela para o céu

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    Pedi permissão ao tempo
    Nas asas do pensamento
    Voando vai minha ilusão
    Pelos caminhos obscuros

    Da minha história esquecida
    Momentos de vida vivida
    Na mais linda sedução,
    Pois ainda em tenra idade

    Deixei minha cidade na construção do meu futuro,
    Sonhei, lutei, na selva humana,
    ganhei o meu troféu de herói,
    construi minha cabana tenho o meu transporte
    meu trabalho é o suporte da minha vitória suada,

    Neste pais eu andei, ralar como eu ralei, lutar como eu lutei dia e noite, noite e dia, busquei no íntimo de minha alma, a estabilidade sonhada
    Na poeira de uma estrada que ainda hoje percorro.
    Hoje vivo nas metrópoles, nos mais diversos lugares,

    Adquiri meu espaço com a força da determinação do aço,
    Já me vi em pedaços, mas hoje a minha força é a vitória do que faço.
    Consegui o que queria numa luta bem renhida,
    Luta que se renova no amanhecer a cada dia.

    Sou um aurorense firme, tenho a minha própria história
    Na janela da memória vivo a minha própria emoção
    Em ver minha querida cidade respirar o hálito oxigenado,
    Que ao mundo me trouxe a luz, na grandeza do momento,

    Em meu apartamento a lembrança me seduz,
    Do rio salgado, as cachoeiras, na beleza de nossa feira,
    Do caldo de cana ao aluar, da tapioca ao beiju
    Do melaço da rapadura ao canto do sabiá,

    Naquelas noites estreladas os fogos, reisado,
    O apito do trem, as missas bem demoradas,
    As renovações bem tiradas, as serenatas cantadas.
    De manhã a passarada num canto de louvação.

    Aquelas horas batidas no sino bem compassado, era sinal de finados,
    Ou o repique tocado de um anjinho que ao céu subiu,
    Todos para a ABA numa inocência fecunda
    Tinha quadrilha, arrasta pé, ao som de uma vitrola, era uma festa junina,

    Tinha bandeira, tinha roça, tinha quermesse, e quadrilha, broa de milho, quebra-queixo, pão de ló, tinha desfile.
    Nesta janela, eu vivo o tempo que não passou, pois ser aurorense é preservar a sua história.

    Guardar no canto da memória o seu lindo e singelo amor,
    Um amor a toda hora, que em todos nós aflora o cheiro forte e polido

    Fonte:http://www.folhadocariri.com.br/colunas/JoseEdson.htm

  18. 15/08/2008 23:24

    A Construção do Eu

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    A cada dose um contentamento
    De uma vida a apreciar
    Numa escala a determinar
    O tipo de comportamento

    Uns a forma o juramento
    Outros a matéria a clamar
    E os da alma a cantar
    A voz do ego o pensamento

    São corpos dobrados ao vento
    Na dimensão do espaço
    O intelecto de aço
    A fazer questionamento

    Um mundo a semente
    Sem depender da paisagem
    É sempre uma passagem
    Do corpo, alma e mente.

    Qual vetor determinante
    Dos três fragmentos
    Uma vida de argumentos
    Na matéria, o mundo dominante.

    São vidas alinhamentos
    Em linhas determinadas
    Cada qual em sua estrada
    O Viver a cada momento

    Ou tem que somar tudo
    Provar a dose em separado
    De um mundo agrupado
    A cada gosto um fel dobrado
    Ou o brilho do mel achado
    De um novo ser em movimento.

  19. 30/08/2008 23:44

    O Gênio da Gravidade

    Luiz Domingos de Luna

    Cada tombo uma queda
    O Ser vivo a equilibrar
    Não pode escorregar
    Uma altura que esfarela

    Quem anda de avião
    Já fica preocupado
    Numa pane é jogado
    Corpo sem vida no chão

    Gravidade impiedosa
    Sempre a puxar das alturas
    Até às vezes, dá tonturas.
    De queda assombrosa

    Lá da montanha, um condor.
    Voava tranquilamente
    Num instante somente
    Pensei que estivesse parado
    Parado nas alturas
    Está tudo errado
    Cadê tua força, puxador?
    Eu estava enganado
    Não era um condor
    Não era um planador
    Era um simples beija-flor
    Enganando a gravidade.

  20. 06/09/2008 15:00

    Paraíso

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    Conversei com Eva
    Lá no paraíso
    Não tinha sorriso
    Parecia tristonha
    Não tinha vergonha
    Buscava liberdade
    Não tinha saudade
    Então lhe indaguei
    Qual a dor do seu grito?
    Viver em conflito
    Passar ou não?
    Para a próxima geração.

  21. 13/09/2008 16:26

    Travessia

    Luiz Domingos de Luna
    www. meninodeusaurora.com.br

    A Parede da mente
    Está quebrada
    No conflito da estrada
    É reviravolta somente

    Á águia está lá
    A asa ferida
    Sem guarida
    Sempre a voar

    A água agitada
    Tem que passar
    Furacão no ar
    Força anulada

    Na superfície a pisar
    O mergulho da morte
    É o único suporte
    Que espera chegar

    Tremulante momento
    Uma chuva de vento
    A águia a carregar
    Rasteja na onda
    Como uma lona
    O espaço ganhar
    A asa dobrada
    Tão fatigada
    A praia chegar

  22. 07/10/2008 0:08

    Passos

    Luiz Domingos de Luna
    Procurar na web

    Passos que passo
    Passos que vem
    Passos do além
    Não sei o que faço

    É como um compasso
    De um tempo passado
    Já foi um chamado
    Na imensidão do espaço

    Ouvi um grito
    Parecia um trovão
    Na escuridão
    Estava aflito

    Pulei noutro astro
    Deixei a pisada
    Ta lá registrada
    Como um mastro

    Luz em ebulição
    Fiquei assustado
    Parece ter entrado
    Noutra dimensão

    Tudo tão diferente
    Um carrossel giratório
    Um som vibratório
    No meu consciente

    Sonho ou realidade
    Não sei precisar
    É um vôo a voar
    Não tem gravidade

    Uma mão me puxou
    Numa frieza gelada
    Não sei mais de nada
    Num novo mundo estou

  23. 09/11/2008 21:34

    Pingo da vida?

    Luiz Domingos de Luna
    Procurar na web

    Era um pingo
    Começou a girar
    Fiquei a olhar
    O Seu caminho

    Desceu a ladeira
    Parou um segundo
    Estava imundo
    Cheio de poeira

    Bolinha consistente
    Ganhou conteúdo
    Da parte o tudo
    Sempre à frente

    Rolou num tinteiro
    Ficou colorido
    Bicho sabido
    Fugiu bem ligeiro

    Atravessou uma vala
    Passou na ferida
    A Bactéria Lambida
    A Vida levava

    Pingo complicado
    Todo disformado
    É a vida da ferida
    Ou o pingo da vida?

  24. 16/11/2008 16:14

    Aquecimento Global

    Luiz Domingos de Luna
    Procurar na web

    Sapo Dourado Panamenho
    Da floresta americana
    Beleza pura que emana
    Da natureza em desenho

    Amarelo, delgado e pulador.
    Afilado, gentil e hospitaleiro.
    Cantando no lindo desfiladeiro
    Nos bosques um hino de amor

    Predador do equilíbrio natural
    No habitat rico dos pampas
    Deslisa no declive das rampas
    Numa felicidade sem igual

    Dos rios, lagos e florestas.
    Vaidoso no passeio matinal
    Não vê o aquecimento global
    Devorar sua história sua festa

    O Fungo espera para atacar
    O Planeta deu sinal de alerta
    O fungo voa como uma flecha
    O Sapo não vai mais cantar

    Amarelo é a cor da atenção
    Do sapo panamenho dourado
    Da existência já foi tirado
    Mais um ser em extinção

  25. 08/01/2009 11:21

    ” A Natureza não dá saltos, a humanidade sim” penso que o momento é afimativo para uma grande problematização no planeta sobre as questões ambientais, a intenet é uma ferramenta preciosa para a divulgação e difusão de lei magna em defesa do planeta Terra.

    Luiz Domingos de Luna

    http://www.colunadomignos.blogspot.com

  26. 19/02/2009 13:39

    A Origem

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.livrodigitalartigosdeluizdomingos.blogspot.com

    Consultei Adão
    Lá no paraíso
    Num largo sorriso
    De Pura razão

    A Origem Adão?
    Ele ficou mudo
    – A origem de tudo
    Sim, uma explicação.

    – Um edifício em construção
    Sem Deus não há base
    É tudo um quase
    É o começo do Tombo
    Uma explosão, um estrondo.
    Seres humanos, na fase.
    Queda da civilização!

  27. 17/06/2009 12:09

    O Blog
    Livro Digital – Google.
    Luiz Domingos de Luna

    Um bom livro
    Em suas mãos
    Páginas a folhear
    Celulose sem gastar
    Meio de comunicação
    Depende de sua atuação
    Para credibilidade conquistar
    É também uma revista
    Um canal de uma pista
    Nunca vai poder parar
    A história nele passa
    Depende da argamassa
    De volume bem dosado
    Pois o olhar do outro lado
    Diz se já foi visitado
    Ou ainda vai visitar
    Não dá para prender
    Nem serve para vender
    Nem para ser alugado
    O seu preço é qualidade
    Que depende do leitor
    Que estabelece o valor
    Do material postado
    Nasce no novo mundo
    Vive enclausurado
    Na tela bem amarrado
    Percorre em um segundo
    A fronteira do infinito
    A força de seu grito
    Em horizonte firmado
    Conduzindo com intensidade
    A fórmula da liberdade
    De um universo colado

  28. 19/10/2010 20:40

    Ao meu querido netinho – Davi.
    Luiz Domingos de Luna
    Livro digital – Google
    I
    Duas, vê filho, é meu neto
    Seu Berço – ingazeiras
    O cariri a esteira
    Um Ceará ao afeto.
    II
    Na suavidade da vida
    Sua história uma canção
    Seu destino em construção
    Seu ideal é guarida
    III
    Na grandeza da existência
    Espinhos, flores, a contemplar
    Em uma estrada a esperar
    O sumo da essência
    IV
    São muitos horizontes
    Varias possibilidades
    A cada probabilidade
    Estrada, caminho ou monte
    V
    Creio no seu discernimento
    Acredito na sua direção
    O direito a construção
    De uma vida em andamento
    VI
    Vida, vela, veleja
    Além horizonte uma cruz
    Que também pode ser luz!
    Ao tempo senhor, peleja
    VII
    O espaço a passos marcar
    Seu avô sempre a compasso
    Na firme abertura do aço
    Uma nova história a timbrar
    VIII
    Aposto no tempo
    Acredito em sua formação
    Creio na sua educação
    A luz, o conhecimento
    IX
    Na malha do mundo
    Uma cela a ser quebrada
    Luz e treva são apresentadas
    Em questão de segundos
    X
    A Fé a iluminar
    O facho da indecisão
    A Vida em projeção
    Da proa, no mastro a velejar.

Trackbacks

  1. Dia do Meio Ambiente - parte 4 « Área 3 @ Update or Die

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: