Skip to content

Uma epidemia de extinções: a dizimação da vida na Terra

17/05/2008

O número de espécies do mundo está declinando em uma taxa “sem precedentes desde a extinção dos dinossauros”, revelou um censo do reino anima. The Living Planet Index divulgado hoje, mostra o impacto devastador da humanidade enquanto a biodiversidade caiu quase um terço nos 35 anos antes de 2005.

O report, produzido pela WWF, a Sociedade Zoológica de Londres (ZSL) e a Rede da Pegada Global (Global Footprint Network), afirma que o número de espécies terrestres declinou 25%, a vida marinha 28% e as espécies de água doce 29%.

Jonathan Loh, editor do informe, disse que uma queda tão abrupta “é completamente sem precedentes em termos da história humana”. “Você tem que voltar à extinção dos dinossauros para ver um declínio tão rápido como esse”, ele acrescentou. “Em termos de uma vida humana nós podemos estar vendo as coisas mudarem de forma relativamente lenta, mas em termos da história do mundo isto é muito rápido”. E rápido é um eufemismo. Os cientistas dizem que a taxa atual de extinção é agora de mil vezes mais rápida do que a registrada historicamente como normal.

Enquanto os governos se encontram na Convenção sobre a Diversidade Biológica em Bonn, estes dados alarmantes obscurecerão as suas afirmações de que farão uma redução significante na perda da biodiversidade até 2010. De fato, os autores do informe afirmam que a inação global são tornou este objetivo totalmente inatingível.

É muito desmoralizador para os governos que tomam parte na Convenção que eles não tenham sido capazes de atingir as metas que eles estabeleceram para eles, disse Loh. “As conversas não foram traduzidas em ação. Estamos falhando e as conseqüências serão devastadoras”.

Rastreando cerca de quarto mil espécies entre 1970 e 2005, o grupo não apenas revelou a destruição da vida selvagem na Terra, mas também apontou o dedo para os perpetradores desta destruição.

Ben Collen, pesquisador sobre extinções da ZSL disse: “Entre 1960 e 2000, a população humana do mundo dobrou. E no mesmo período as populações animais caíram 30%. É fora de dúvida que este declínio é causado pelos humanos”.

O estudo apontou cinco motivos para o declínio do número de espécies, todos causados pelo comportamento humano: mudança climática, poluição, destruição do habitat natural dos animais, difusão de espécies invasivas e a super-exploração das espécies. Em um momento em que os Estados Unidos finalmente acrescentaram o urso polar na lista das espécies ameaçadas, está ficando claro que a escala da destruição das espécies vai muito além dos animais midiáticos. Mas como no caso do urso polar, o comportamento humano necessita mudar radicalmente para parar esta pilhagem da biodiversidade da Terra.

O boto do rio Yangtze é um caso a ser apontado. Os cientistas acreditam que ele está extinto, já que sucessivas investigações para encontrar este mamífero de água doce fracassaram. Há muitas razões para sua rápida extinção: colisão com barcos, perda de habitats e poluição. Todos estes fatores apontam para um perpetrador: a humanidade.

Além de cortar as emissões globais de gases do efeito estufa, o informe recomenda duas formas de combater o declínio das espécies: evitar a destruição dos habitats naturais dos animais pelo superdesenvolvimento ou cultivo; e evitar a supercriação ou pesca de espécies individuais.

As implicações de um redução tão drástica na biodiversidade já está tendo um impacto na vida humana. “A redução da biodiversidade significa milhões de pessoas enfrentando um futuro onde os suprimentos de alimentos estão mais vulneráveis à pestes e doenças e onde os suprimentos de água são irregulares ou mínimos”, afirmou James Leape, diretor geral do WWF.

“Ninguém pode escapar do impacto da perda de biodiversidade porque a redução global da diversidade se traduz claramente em um menor número de novos medicamentos, em uma maior vulnerabilidade à desastres naturais e em maiores efeitos do aquecimento global. O mundo industrializado necessita apoiar um esforço global para atingir estas metas, não apenas em seu próprio território, onde muita biodiversidade já foi perdida, mas também globalmente”.

The Independent, 16 de maio de 2008

Anúncios
4 Comentários leave one →
  1. zecopol permalink*
    17/05/2008 15:41

    E ainda perguntam, o que que meu churrascão de final de semana tem a ver com isso? Nada…só a destruição do planeta.
    E digo mais, onde podemos encontrar algum mísero ponto de reversão desse fenômeno recente chamado de sociedade de consumo capitalista “organizada” de forma anárquica pelo mercado? A primeira vista, me lugar nenhum, acho que a pedagogia da catástrofe virá antes da pedagogia racional humana.

  2. giovane christe permalink
    15/12/2008 14:08

    A REVOLUÇAO COMUNISTA JA COMEÇOU ???????

    CHEGA DE CARROS ,MAQUINAS AGRICOLAS , CELULARES , INDÚSTRIAS … PAREM DE ME FASER BURACOS EU PLANETA TERRA PEÇO SOCORRO PAREM DE ME FAZER BURACOS ………….. MAS A NATUREZA QUER VINGANÇA

  3. Ronaldo de castro rosa permalink
    11/01/2009 19:19

    Não que eu seja catastrófico mas acredito se este o caminho que levará a humanidade a extinção mais cedo. Ou seja não teremos a menor chance de sobreviver se continuar a devestarmos o planeta deste jeito.

  4. Geovana permalink
    03/11/2009 17:01

    Temos que proteger os nossos animais!Eles chegaram aqui na terra primeiro do q nos e nos receberam de braços abertos e agora estamos os destruindo!!!

    VAMOS CUIDAR DOS NOSSOS ANIMAIS!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: