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22 anos do acidente em Chenobyl

28/04/2008

Fez ontem 22 anos sobre o acidente nuclear de Chernobyl, o maior de todos os anos. A contaminação radioactiva espalhou-se por 150.000 km2 na Bielorússia, Ucrânia e Rússia. As nuvens e o vento depositaram a radiação por milhares de quilómetros de distância. Centenas de milhares de pessoas foram evacuadas e milhões continuaram a viver em áreas perigosas para a sua saúde e vida.

Os estudos científicos mostram que as consequências totais do desastre podem significar 1/4 de milhão de casos de cancro e cerca de 100.000 casos de cancros fatais. No entanto, a indústria nuclear está a tentar explorar as memórias vagas do desastre e a reavivar o seu negócio perigoso. Mas mesmo 22 anos após Chernobyl a mesma mistura de incompetência, pressão económica e política, arrogância leva a que a herança do desastre continue.

Situações perigosas, como reacções nucleares descontroladas, falha nos sistemas cruciais de segurança e quase derretimento do reactor, aconteceram nos últimos 10 anos no Japão, EUA, Reino Unido, Suécia, Bulgária e mais.

O recente escândalo na central de nuclear Ascó, no Estado Espanhol, confirma a tendência de morte desta tecnologia. Numerosos erros e falhas nos sistemas de segurança resultaram em radioactividade libertada. Inicialmente, os gestores não reportaram o acidente à autoridade de segurança nuclear nem avisaram o público. Aliás, vários grupos de escola com crianças visitaram a central enquanto isto acontecia. Quando partículas radioactivas foram encontradas em solo público, os operadores da central foram obrigados a admitir o acidente, mas, com a colaboração da autoridade de segurança estatal, a dimensão do acidente só foi revelada vários dias depois. A falha radiactiva era na verdade várias centenas de vezes maiores que o pensado inicialmente, e mais de 1.000 pessoas precisavam de ser vigiadas.

A indústria nuclear francês está a promover o seu negócio à escala mundial, mas o novo “European Pressurized Reactor” (EPR), dito ser mais seguro, mais barato e mais confiável, está a ser um fiasco na Finlândia. Pouco menos de 3 anos de ter começado a sua construção está 2 anos atrasado, com 1,5 biliões de euros de derrapagem orçamental e afrontado com falhas em questões importantes de segurança.

A construção de um 2º EPR começou em Dezembro passaso em França com garantias de que seria um projecto modelo. Mas, uma lista de problemas foi encontrada por inspectores apenas 3 meses após ter começado a sua construção.

A indústria nuclear continua na mira de acidentes, mentiras, encobrimentos e incompetências. Os novos reactores ameaçam tornar-se os Chernobyls de amanhã.

No entanto, há esperança de travar este negócio. 2 dias antes do aniversário do acidente de Chernobyl, vários bancos anunciaram que não iriam colocar o seu dinheiro na construção de reactores de risco na Eslováquia.

Fonte: Greenpeace e Ecoblogue

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2 Comentários leave one →
  1. 13/05/2009 11:13

    coloquei esta foto no meu blog.

    parabens e abç!

  2. Amanda permalink
    26/04/2012 19:37

    Muito comovente essa explosao ;[

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