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Só resta concordar (copiar)!

30/03/2008
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O palpiteiro publicou nesta semana, 2 posts muito bons e que tratam da questão dos transportes em São Paulo! Vale a pena conferir! Vai aí uma amostra e uma questão a ser discutida: como enfrentar o poder do marketing de montadoras, concessionárias e canais de venda de automóveis? Bom começo para discussão é o texto do palpiteiro. Vai uma parte…

“(…) Quanto será preciso para que o trânsito de São Paulo piore para que possamos aprender que investir no transporte individual é um suicídio urbano? (…)  Quanto tempo ainda ficaremos parados no trânsito até percebermos que soluções superficiais como vistoria nos automóveis e pedágios urbanos mascaram o problema, sem alterar o problema maior: o grande número de carros? (…) Quantos túneis e pontes construiremos até aprendermos que quanto mais se investe na fluidez do trânsito, mais carros serão vendidos, por pura falta de alternativa de transporte coletivo dos cidadãos? (..)
Quanto tempo ainda levará para descobrirmos que uma cidade administrada para o ganho de poucos irá prejudicar a vida diária de muitos?
Quanto tempo?
Boa notícia: a piora das condições levará indubitavelmente à busca por melhorias sérias e mais justas para todos.
Má notícia: ainda não piorou o bastante… ”

“(…)

Se canais de TV, estações de rádio, jornais e revistas recebem grana de montadoras de automóveis na forma de publicidade, jamais dirão que o problema do trânsito em São Paulo é justamente o culto ao automóvel. Culpam o excesso de caminhões, as vias estreitas e os maus motoristas. Também não informariam que grandes multinacionais que fabricam carros contribuem com a campanha de políticos durante as eleições. Os políticos vencem e na qualidade de DEVEDORES das montadoras tomam iniciativas que as beneficiam. A montadora X fornecerá carros para a Polícia Militar, a montadora Y para ambulâncias, a Z para o exército. Será que isso acontece? Será? (…)”
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  1. Diego permalink
    09/04/2008 21:34

    Comparar o trânsito de São Paulo com o de outras cidades é analizar o problema de forma muito superficial. Bicicleta não dá, o relevo e o tamanho da cidade impedem que ela seja usada como em cidades litorâneas, Beijing por exemplo.
    O objetivo da prefeitura com as vistorias é tirar carro velho da rua. Uma dessas carcaças que andam por aí poluem 20 vezes mais que um carro zero, quebram no meio do trânsito, andam devagar e geralmente com maus condutores no volante.
    Montadoras infelizmente não precisaram correr atrás de mídia para vender mais, foi só começar o crédito a moda das Casas Bahia que as vendas de carro zero dispararam, tudo 1.0…
    Ônibus usa diesel como combustível, e anda fumegando mais do que se metade dos seus passageiros dirigissem um carro cada um, corredor de ônibus é solução paliativa também, como rodízio ou pedágio urbano. Paliativa, mas necessária.
    Se tirassem os automóveis que não tem condição de rodar, incentivassem uso de rotas alternativas para reduzir o trânsito, como em Nova York, (carro andando consome menos) e investissem em transporte ferroviário haveria uma saída real. Metrô é o caminho mais limpo. Só há um problema, falta MUITA linha. Aproximadamente 15 vezes os 52 km atuais para começar a pensar nisso como solução real.
    Ah, só para terminar, trabalhei em montadora e vi outro problema que vocês não abordaram. Elas não compram a mídia, e o motor flex até que “ajuda” a tapar o sol com a peneira. Mas a quantidade de patentes de novas tecnologias que elas compram e guardam no fundo da gaveta é absurdo.

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