Skip to content

Cientistas alertam para extinção de todas as espécies marinhas em até 40 anos

24/02/2008

Cientistas alertam extinção de todas as espécies marinhas em até 40 anosA vida marinha poderá sofrer extinção em massa em poucas décadas se a pesca intensiva, as mudanças climáticas, a acidificação da água, a poluição e o desenvolvimento litorâneo não forem combatidos, segundo um relatório apresentado nesta sexta-feira (23) pela ONU.
O relatório “In Dead Water” (“Em Águas Mortas”), elaborado por uma equipe de cientistas por incumbência do Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma), cujo 10ª conselho especial termina nesta sexta, em Mônaco, traça um panorama tenebroso.
“Há 65 milhões de anos, quando desapareceram os dinossauros, o mar estava saturado de dióxido de carbono. Em poucas décadas, a partir de agora, a água do mar será ainda mais ácida do que naquela época”.
A afirmação pessimista é de Ken Caldeira, da Universidade de Stanford, que, junto com outros cientistas e o diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, apresentou o relatório à imprensa.
Steiner resumiu as ameaças que assolam os oceanos: a pesca intensiva e as más práticas pesqueiras, como o arrasto e a pesca em profundidade, as mudanças climáticas e a poluição litorânea.
Segundo o diretor-executivo do Pnuma, “seria uma irresponsabilidade culpar uma só delas, mas, em coro, farão com que em 30 ou 40 anos desapareça a indústria pesqueira e aconteça o colapso biológico dos mares”.
O relatório indica que a metade das capturas pesqueiras do mundo acontece em menos de 10% do oceano. É nesta área que se produz a maior parte da atividade biológica de espécies consideradas chave na cadeia alimentar.
Devido às mudanças climáticas, “com o aumento de 3 graus na temperatura das águas superficiais, mais de 80% dos corais — fundamentais na ecologia marinha — podem morrer em décadas, entre 80% e 100% em 2080”, segundo o relatório.
A acidificação do mar, devido à dissolução de dióxido de carbono provocada pelo uso de combustíveis fósseis, em poucas décadas danificará também os corais e outras espécies que metabolizam conchas calcárias.
Ainda segundo o relatório, o desenvolvimento litorâneo “aumenta rapidamente” e há a previsão de que “atinja negativamente 91% de todas as costas desabitadas até 2050, contribuindo majoritariamente para a poluição do mar”.
As mudanças climáticas afetam negativamente “a circulação termoalina — grandes correntes — e o fenômeno de fluxo e refluxo de água continental, crucial para 75% das pescas”.
Em conjunto, a poluição litorânea e as mudanças climáticas “acelerarão o desenvolvimento de zonas mortas, muitas delas próximas a plataformas pesqueiras”.
O número de zonas mortas — regiões com hipóxia (falta de oxigênio) — aumentou de 149 em 2003 para 200 em 2006, afirma o relatório apresentado.

Publicado no Site G1, em 22 de fevereiro

Anúncios
2 Comentários leave one →
  1. Manoel Neto permalink
    25/02/2008 12:43

    Pessoal,
    o título da reportagem não está mais exagerado que o teor da reportagem?
    Vou ver se acho o relatório e coloco no Blog, pra quem quiser ler.
    abçs
    Maceió

  2. Maria** permalink
    28/02/2010 15:40

    Muito bom adorei ler:)
    aqui deixo como informação importante:-
    edite estrela defende todas as espécies em extinção. http://bit.ly/9F7MFL

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: