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Educação Ambiental como Política Pública

18/02/2008

MOBILIZE-SE! av. Paulista - Dia Mundial Sem Carro

MOBILIZE-SE!

Em lugar de IMOBILIZAÇÃO LAMENTOSA, temos a convicção de que ações educacionais participativas pela responsabilidade ambiental resultam no envolvimento e na organização de pessoas e grupos sociais nas lutas pela melhoria da qualidade de vida fundamentada em VALORES PÓS-MATERIALISTAS, que questionam as NECESSIDADES SIMBÓLICAS de consumo e desvelam OUTRAS POSSIBILIDADES de felicidade, alegria e vida.

A partir desta convicção é interessante compreender as propostas da Educação Ambiental, não como disciplina, mas com ampla diversidade de conhecimentos em diferentes dimensões e como educação política, para incrementar a capacidade de atuação individual e coletiva.

Segue abaixo o resumo do artigo Eduação Ambiental como Política Pública.

Resumo

A educação ambiental surge como uma das possíveis estratégias para o enfrentamento da crise civilizatória de dupla ordem, cultural e social. Sua perspectiva crítica e emancipatória visa à deflagração de processos nos quais a busca individual e coletiva por mudanças culturais e sociais estão dialeticamente indissociadas. A articulação de princípios de Estado e comunidade, sob a égide da comunidade, coloca o Estado como parceiro desta no processo de transformação do status quo situado, segundo Boaventura de Souza Santos, como um “novíssimo movimento social”. A tal Estado cumpre o papel de fortalecer a sociedade civil como sede da superestrutura. No campo ambiental, o Estado tem crescido em termos de marcos regulatórios sem uma capacidade operacional que condiga com a demanda em vista da redução do Estado (década de 1990) e da ausência de reformas que não sejam a do Estado mínimo. À educação ambiental cumpre, portanto, contribuir com o processo dialético Estado-sociedade civil que possibilite uma definição das políticas públicas a partir do diálogo. Nesse sentido, a construção da educação ambiental como política pública, implementada pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), implica processos de intervenção direta, regulamentação e contratualismo que fortalecem a articulação de diferentes atores sociais (nos âmbitos formal e não formal da educação) e sua capacidade de desempenhar gestão territorial sustentável e educadora, formação de educadores ambientais, educomunicação socioambiental e outras estratégias que promovam a educação ambiental crítica e emancipatória. As políticas públicas em educação ambiental implicarão uma crescente capacidade do Estado de responder, ainda que com mínima intervenção direta, às demandas que surgem do conjunto articulado de instituições atuantes na educação ambiental crítica e emancipatória.

Para ler o artigo na íntegra, acesse: http://www.scielo.br/pdf/ep/v31n2/a10v31n2.pdf

 

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7 Comentários leave one →
  1. 18/02/2008 16:26

    Gosto de pensar na educação ambiental como algo além do modelo de palestrante-ouvinte. Cada vez me surpreendo mais com ações simples porém muito efetivas na mudança de conceitos e de atitude das pessoas.
    A foto (para os que não sabem sou eu na foto… rsrsrs) demonstra um dos estágios que acredito ser crucial para uma transformação da sociedade consumista – atitude. Não basta apenas refletir, temos que sair da idéia, agir. Parabéns pelo artigo e pela foto 🙂

  2. 21/03/2008 23:20

    Também penso a EA desta maneira.
    Parabéns pelo trabalho.

    http://diariodoprofessor.com

  3. Dirce Marchetti permalink
    18/08/2010 10:22

    Olá, concordo com você, precisamos de mais atitude, de fato colocar as mãos na massa e fazer algo alem de discurso apenas.

  4. joice permalink
    17/04/2011 19:40

    parabéns pelo artigo!

  5. 17/04/2011 20:15

    Eu já li este artigo, ele é ótimo e de leitura indispensável! Concordo com essa visão de Educação Ambiental, pois acredito que ela deve incentivar a formação do cidadão crítico, capacitado a realizar reflexões sobre seu mundo e a interferir no mesmo.

    Bárbara
    http://eacritica.wordpress.com

  6. 12/05/2011 1:39

    http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraDownload.do?select_action=&co_obra=25506&co_midia=2

    PARA OS COLEGAS QUE GOSTARIAM DE TER A BASE DE ESTUDO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PAIS SEGUE O LINK.

    JULIANO BUENO DE ARAUJO
    FEPAM – FEDERAÇÃO PARANAENSE DE ENTIDADES AMBIENTALISTAS
    FUNDAÇÃO ANINPA BRASIL
    UNEAP

  7. Sandive Santana permalink
    26/05/2011 12:09

    RELIGIÃO x MEIO AMBIENTE:
    uma relação de tolerância religiosa

    Muito têm se falado sobre meio ambiente e o desenvolvimento temático nesta área, que hoje contempla pontos de expressiva relevência quando se cruzam, por exemplo, cultura de cidadania x cultura de florestania, educação rfegular e educação indígena ou afrodescendência ou política.

    Dos citados cruzamentos, emerges pontos, de não menos valor, que tangem as considerações sobre o epistemo do aspecto religioso da cultura, que também é responsável pelas atitudes potenciais naturais, dos envolvidos no processo, como agentes de transformação ambiental no compartimetno antrópico, por meio de seu uso e consumo.nesta atualidade.

    Á quem se dedica ao tema, é sabido o que em sendo o homem um ser que age cumprindo a sequencia lógica, nem semrpe racional de atendimento ás suas necessidades, objetivos, valores e aspirações, e ainda considerando que a Educação, Direito e Ética , neste pais, sem detrimento do ocorido nos demais, nascem de uma noção dada pela religião, como ato de ligação ou religação á Deus Criador, é sobre ela que devemos alicerçar os fundamentos de nossas ações dirigidas ao trato ambiental e ao desenvolvimento das pessoas.

    Num país onde a religiosidade índígena, européia, africana e mais recentemente, na histótia, a oriental, participam da teia formadora de ancestralidade deste povo, como devemos tratar a religião ou o desenvolmento de uma religiosidade integralistra e repeitadora da relação homem / meio?

    Se buscarmos a resposta nas raízes deste povo místico, o indígena, o africano e embora tardiamente, o oriental, participariam de modo mais natural nesta construção por vias da Umbanda e dos tradições do Cultos de nação, trazidos pelo Camdonblé há muito tempo.

    No tocante ao oriente, sua visão sobre agricultua participa de um modo mais efetivo, apesar de tardio, nesta terra, embora no atual estado de consciência democrática, e pelas vias da formação atávica, a origem européia, parece dispor de algum favoritismo sem deixarmos de notar outras correntes igualmente infuentes como a visão do povo judeu no trato com o solo, a agrotecnologia.

    Se o assunto pareceu de fácil abordagem, gradativamente, pelos macros processos intercambiamentes de cultura, tornou dificultoso seu trato e ponto de equilíbrio, pois é a luz da Política, como ciência de Administração da “Polis”, que as soluções vêm surgindo no tempo neste âmbito, e não raro pelas vias acadêmicas como na Universidade de Brasília, do Rio de Janeiro dentre outras.

    Sendo de vertetne política a ação de redirecionar as linhas de Educação também ambiental, vale dizer que instituições religiosas de matrizes africanas devem, ao lado das de matrizes, também indígenas, desenvolver programas e estudos que elevem a percepção sobre esta relação sagrada, onde participara até o modo e volume de voz ao se tratar com pessoas e animais e plantas.

    No Candomblé, a falar dos “humpagmes”, onde devem haver locas com lagos e matas consagradas aos Orixás, me parece que está havendo um crecimento nesta direção por parte dos Bàbálawós e dos demais Sacerdotes, sem contudo desatentar sobre a influência de outros segmentos similares no espaço urbano.

    Qual seria o saldo desta trajetória para tomada de decisões iniciais? Primeiramente,a vertante aponta para a necessidade de estudo e integração política por parte de seus adeptos, que por sua vez, devem receber, pelo amor que a religão propugna ao ser e sua relação com o Crador, a oportunidade de falar sobre os pontos comuns de sua religiosidade com outros segmentos também religiosos, historiacamente afins, seja pelas vias da visão espírital, similaridade mediúnica ou até por familiareidade ideológica, onde neste ponto, quem deve receber átodos é o Pai por um novo ecumenismo não exclusivamente cristão, mas antes de tudo, inter-religioso.

    Para concluir, convido á que reflitam, sobre quais são os agentes dificultadores de um diálogo, para dirimindo-o, realizarmosm junto e em nome do ùnico Deus Criador, a melhoria de Sua Obra, pelas desejado, simples aplicação dos dons.

    Sandive Santana / RJ
    sandive@bol.com.br

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