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Comer picanha clonada?

25/01/2008

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Fiquei sabendo de um ótimo artigo (pelo blog do Marcelo Leite) sobre carne de animais clonados, que foi aprovado pelo FDA nos EUA como livre de risco para os usuários. O artigo foi publicado no New York times, em inglês. Clique aqui para acessá-lo.

Para quem não lê inglês, um breve resumo do artigo. O FDA (Federal Drug Administration), um espécie de Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de lá aprovou como sem risco para consumo humano a carne clonada. O que está atrasando a entrada no mercado desses produtos é que o Departamento (Ministério) de agricultura de lá pediu para que os produtores esperem até que o preconceito (sic) dos consumidores diminua.

Segundo Verlin Klinkenborg, autor do artigo, a medida deve beneficiar apenas as grandes empresas de alimentos, mas deve prejudicar todo aquele que realmente se importa com a diversidade da comida, não uniformidade. Do mesmo modo, uma agricultura que favorece cultura de animais clonados dificulta outras formas de criação de animais, tendendo mais uma vez à uniformização. É bom lembrar que outras técnicas – como inseminação artificial – permitem que a natureza faça das suas misturas que geram a diversidade. Já a clonagem não permite isso.

Pra terminar esse resumo, uma passagem do texto (com a tradução em seguida):

“Cloning is not unnatural. It is natural for humans to experiment, to try anything and everything. Nor is cloning that different from anything else we’ve seen in modern agriculture. It is another way of shifting genetic ownership from farmers to corporations. It is another way of creating still greater economic and genetic concentration in an industry that has already pushed concentration past the limits of ethical and environmental acceptability.”

“Clonagem não é anti-natural. É natural que humanos experimentem, tentem uma coisa e outra. Nem é clonagem tão diferente do que nós vemos na agricultura moderna. É uma outra maneira de passara posse genética dos fazendeiros para corporações. É uma outra forma de criar ainda mais concentração econômica e genética em uma indústria que já levou a concentração além dos limites éticos e ambiental aceitáveis”

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