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Uma epidemia de extinções: a dizimação da vida na Terra
17 05 2008
O número de espécies do mundo está declinando em uma taxa “sem precedentes desde a extinção dos dinossauros”, revelou um censo do reino anima. The Living Planet Index divulgado hoje, mostra o impacto devastador da humanidade enquanto a biodiversidade caiu quase um terço nos 35 anos antes de 2005.
O report, produzido pela WWF, a Sociedade Zoológica de Londres (ZSL) e a Rede da Pegada Global (Global Footprint Network), afirma que o número de espécies terrestres declinou 25%, a vida marinha 28% e as espécies de água doce 29%.
Jonathan Loh, editor do informe, disse que uma queda tão abrupta “é completamente sem precedentes em termos da história humana”. “Você tem que voltar à extinção dos dinossauros para ver um declínio tão rápido como esse”, ele acrescentou. “Em termos de uma vida humana nós podemos estar vendo as coisas mudarem de forma relativamente lenta, mas em termos da história do mundo isto é muito rápido”. E rápido é um eufemismo. Os cientistas dizem que a taxa atual de extinção é agora de mil vezes mais rápida do que a registrada historicamente como normal.
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Cientistas alertam para extinção de todas as espécies marinhas em até 40 anos
24 02 2008![]()
A vida marinha poderá sofrer extinção em massa em poucas décadas se a pesca intensiva, as mudanças climáticas, a acidificação da água, a poluição e o desenvolvimento litorâneo não forem combatidos, segundo um relatório apresentado nesta sexta-feira (23) pela ONU.
O relatório “In Dead Water” (”Em Águas Mortas”), elaborado por uma equipe de cientistas por incumbência do Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma), cujo 10ª conselho especial termina nesta sexta, em Mônaco, traça um panorama tenebroso.
“Há 65 milhões de anos, quando desapareceram os dinossauros, o mar estava saturado de dióxido de carbono. Em poucas décadas, a partir de agora, a água do mar será ainda mais ácida do que naquela época”.
A afirmação pessimista é de Ken Caldeira, da Universidade de Stanford, que, junto com outros cientistas e o diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, apresentou o relatório à imprensa.
Steiner resumiu as ameaças que assolam os oceanos: a pesca intensiva e as más práticas pesqueiras, como o arrasto e a pesca em profundidade, as mudanças climáticas e a poluição litorânea.
Segundo o diretor-executivo do Pnuma, “seria uma irresponsabilidade culpar uma só delas, mas, em coro, farão com que em 30 ou 40 anos desapareça a indústria pesqueira e aconteça o colapso biológico dos mares”.
O relatório indica que a metade das capturas pesqueiras do mundo acontece em menos de 10% do oceano. É nesta área que se produz a maior parte da atividade biológica de espécies consideradas chave na cadeia alimentar.
Devido às mudanças climáticas, “com o aumento de 3 graus na temperatura das águas superficiais, mais de 80% dos corais — fundamentais na ecologia marinha — podem morrer em décadas, entre 80% e 100% em 2080″, segundo o relatório.
A acidificação do mar, devido à dissolução de dióxido de carbono provocada pelo uso de combustíveis fósseis, em poucas décadas danificará também os corais e outras espécies que metabolizam conchas calcárias.
Ainda segundo o relatório, o desenvolvimento litorâneo “aumenta rapidamente” e há a previsão de que “atinja negativamente 91% de todas as costas desabitadas até 2050, contribuindo majoritariamente para a poluição do mar”.
As mudanças climáticas afetam negativamente “a circulação termoalina — grandes correntes — e o fenômeno de fluxo e refluxo de água continental, crucial para 75% das pescas”.
Em conjunto, a poluição litorânea e as mudanças climáticas “acelerarão o desenvolvimento de zonas mortas, muitas delas próximas a plataformas pesqueiras”.
O número de zonas mortas — regiões com hipóxia (falta de oxigênio) — aumentou de 149 em 2003 para 200 em 2006, afirma o relatório apresentado.
Publicado no Site G1, em 22 de fevereiro
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