Fotos Pedalada Pelada

14 06 2008

Hoje rolou a World Naked Bike Ride em São Paulo. (A resenha sobre a pedalada pelada está no post do dia 12/06/08).
Foi bom observar os ciclistas (pelados) interessados e buscando garantir seu espaço na cidade.
Muitos podem ter achado o ato indecente, mas indecente mesmo é a quantidade de carro e poluição a qual estamos submetidos!
Segue um vídeo e fotos da bicicletada pelada. (AE CICLISTAS!!!)

Um compay foi preso, mas já está solto e sem nenhuma acusação. Mesmo assim a (podre) grande mídia deu o seguinte enfoque aqui e aqui: “o único que ficou totalmente nú foi preso de atentado ao pudor”, triste mídia!

Confiram nas fotos que não foi bem assim a história! (outras fotos e um bom texto no blog Outra Política).

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Emissões de CO2 da viagem da tocha olímpica

8 04 2008
A viagem da tocha olímpica, que percorrerá 135 cidades, durante 130 dias, irá produzir 9 mil toneladas de CO2, a mesma quantidade emitida durante dois anos por Tuvalu, pequeno grupo de ilhas do Pacífico ameaçado pelo aquecimento global…
(Fonte: Folha Online)

Postado por João Paulo Amaral




Aumento de CO2 deixa a soja mais vulnerável

26 03 2008

 

Colheitas de soja ficam mais vulneráveis ao ataque de insetos quanto mais alta for a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, revela um estudo feito pela Universidade americana de Illinois.

Pés de soja submetidos a altos níveis de CO2 não apenas produzem mais carboidratos - que atraem mais insetos - como perdem a capacidade de sintetizar uma substância química que atua como um mecanismo de defesa natural contra os predadores, segundo os cientistas.

O experimento, publicado na edição online da revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, utilizou instalações que permitem expor as plantas de soja a diferentes níveis de CO2 e ozônio sem isolar a plantação de outras influências, como chuva, luz solar e insetos.

Os cientistas sabiam que altos níveis de CO2 aceleram a fotossíntese e elevam a proporção de carboidratos em relação ao nitrogênio nos pés de soja. Por isso, eles já esperavam comprovar que os insetos devorariam mais plantas submetidas a CO2 para conseguir alcançar o nível de nitrogênio de que eles precisam.

No experimento prático, entretanto, os resultados não apenas demonstraram a validade desta hipótese, como exibiram um efeito diferente: os insetos atraídos para as plantas submetidas a altos níveis de CO2 viviam mais e se reproduziam com mais facilidade.

Para comprovar que este efeito não se deveu simplesmente ao aumento do carboidrato nas plantas, eles repetiram o experimento mantendo o nível alto de açúcares nos pés de soja, mas baixando o nível de CO2 a que eles eram submetidos. Os prejuízos causados por insetos não foram tão grandes como no primeiro caso.

“O que descobrimos é que as folhas submetidas a altos níveis de CO2 perdem sua capacidade de produzir ácido jasmônico (uma substância que dificulta a digestão das folhas soja pelos insetos)”, disse um dos cientistas, Evan DeLucia.

“As folhas já não estão protegidas adequadamente, e todo o sistema de defesa é posto abaixo.”

CO2 - A pesquisa é divulgada no momento em que líderes mundiais se unem à comunidade científica para discutir como conter a concentração atmosférica de CO2 para frear o aquecimento global.

Algumas previsões consideradas pelos cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), da ONU, estimam que a concentração pode saltar de cerca de 380 partes por milhão (ppm) atualmente para 550 ppm até 2050.

Para se ter uma idéia, a concentração era de 280 ppm nos 600 mil anos anteriores à Revolução Industrial, no século 18.

Ecologistas acusam produtores de soja no Brasil e nos Estados Unidos de piorar o cenário, destruindo mata nativa e gerando gases que causam o efeito estufa.

Os cientistas americanos vão agora analisar se o aumento da vulnerabilidade a insetos pode ser verificado em outras plantas expostas a altos níveis de CO2.

(Estadão Online)





Os desafios do desenvolvimento sustentável

2 03 2008

O chamado desenvolvimento sustentável é um grande desafio para o país e o mundo. Ao mesmo tempo em que as sociedades se preocupam em reduzir a pobreza por meio do desenvolvimento econômico, o aquecimento global coloca em xeque as possibilidades de um desenvolvimento sustentável, isto é, que preservem esse modo de vida no futuro.

Esse é um debate complicado e o melhor lugar por onde começar é pelos dados. Por exemplo, sabemos que o crescimento econômico dos países é altamente correlacionado com o gasto de energia elétrica. Diante desse fato, conhecer as necessidades energéticas mundiais ajuda a colocar em perspectiva o que significa tentar desenvolver todo o mundo. Apenas para se ter uma idéia, em 2002 a demanda de energia elétrica global era de quase 15 bilhões de kilowatts. E prevê-se que em 2020 a demanda mundial será da ordem de 25 bilhões de kilowatts. Um aumento de cerca de 66% em 20 anos (1).

Como gerar tanta energia para o desenvolvimento dos países? Já se começa a cogitar em muitos países a produção de energia a partir reatores nucleares, ou seja, a famosa energia nuclear. Ademais, as previsões da Agência Internacional de Energia para 2030 é que os combustíveis fósseis como fonte de energia continuarão a ser principal fonte energética, como mostra o gráfico abaixo, com dados globais sobre uso de energia (1).

energia-figura.png

Diante de dados como esses, é até difícil imaginar como reverter as emissões de CO2, ainda que se adotem tecnologias mais limpas, como carros que poluem menos. Afinal, os ganhos de eficiência têm que não apenas compensar o aumento na utilização de energia, como ainda propiciar um redução substantiva nas emissões globais de CO2. Daí porque a mudanças de hábitos de vida e de padrões de consumo são uma variável importante a ser considerada, ainda que isso signifique repensar o significado de desenvolvimento econômico. Difícil visualizar outra alternativa com os dados e tecnologias atuais.

(1) Dados obtidos na EIC climate change Technology Conference. Disponível em: http://www.ccc2006.ca/eng/program.html.