Cidades para quem?
Uma boa análise do escritor Eduardo Galeano. Ele, que não é urbanista, nem engenheiro de tráfego, faz uma ótima reflexão: queremos cidades para pessoas ou para que os carros circulem?
A cidade é um espaço de convivência importante, onde os diferentes se encontram e os contrários geram as novas ideias. Foram os profissionais liberais urbanos os primeiros a se “rebelarem” no Brasil contra a lógica da casa grande-senzala, oriunda da era colonial do país. Ou seja, foram no seio da convivência urbana que as ideias de direitos humanos sugiram.
Será que reforçar a lógica casa-trabalho-shopping, em que o carro é peça central, é realmente sinônimo de progresso?
Para ler o texto “Anjo Exterminador” postado no blog do Coletivo Outras Palavras, clique aqui.
À quem pertencem as cidades?
Às máfias que dominam os governos municipais, estaduais e federal.
Às máfias que fazem com que empresas mistas travestidas de órgãos públicos e que supostamente gerenciam, por exemplo, o trânsito de cidades, imponham os interesses comerciais acima do interêsse publico. Exemplos: estabelecer e insistir por quase dez anos em limites de velocidade irresponsáveis in vias inadequadas, sem se preocupar e ignorar as consequências, inclusive como fator contribuinte para acidentes fatais. Corrigir parcialmente o erro, reduzindo por exemplo de 80KM para 70Km e 70km para 60Km na Ruben Berta/ 23 de Maio e Av. Paulista respectivamente, e utilizar-se da máquina da publicidade para cínicamente informar recentemente que estão reduzindo os limites para aumentar a segurança. Aproveitar para inundar a cidade de com placas de sinalização sem observar o principio da Suficiência, recomendado pelo DENATRAN; Placas de limite de 60Km p.ex. em vias inapropriadas e a cada 150mts, o que, nessa velocidade demoramos 10 a 12 segundos para encontrá-las; Semáforos duplicados no mesmo poste; verbas publicitárias anuais de 12 milhões como SP, onde se torra dinheiro publico em factóides, campanhas falaciosas, filminhos idiotizantes como dos motoqueiros, etc. Muita firula , gastos dirigidos e resultados mínimos para a cidade. Os gastos e prejuízos são socializados e os lucros distribuidos como dividendos aos acionistas. Rasgam-se bairros residenciais com trânsito para atender projetos imobiliários de dez anos. Toda incompetência e irresponsabilidade encobertos pela mídia amestrada e campanhas falaciosas.
Os interesses são outros que não os da cidade. Quem se preocupa com a cidade e e seus cidadãos, não estimula a Velocidade ao invés da Fluidez, não estimula o desentendimento entre os grupos potencialmente conflitantes que compõem o trânsito de um cidade, não entope a cidade com placas de 60KM, indiferentemente das consequências. Um verdadeiro Circo de Ilusões. E por aí vai o domínio das máfias. SP, pobre cidade rica, cheia de ratos que falam, ilusionistas e dominada pelas máfias