Resposta da Unilever ao problema do óleo da palma

26 06 2008

No dia 5 de maio de 2008, publicamos a controvérsia entre DOVE (Unilever) e Greenpeace, a respeito do desmatamento da palma, para extração do óleo de palma, na Indonésia. Na época, publicamos também o e-mail que enviamos para a Unilever pedindo maiores explicações. Séculos depois (mais especificamente, 52 dias depois) a Unilever Brasil respondeu à minha mensagem. Isso depois do próprio Greenpeace ter anunciado em seu sítio que a Unilever anunciara moratória na extração do óleo de palma. Segue o e-mail da Unilverver abaixo:

“Boa tarde Manuel,

Por favor, visite o nosso site corporativo: http://www.unilever.com/ourcompany/newsandmedia/latestnews/sustainable-palm-oil.asp e entenda a nossa relação com a questão levantada pelo Greenpeace sobre o uso de Oleo de Palma.
Lá você encontrará outros links sobre o assunto que poderão sanar suas dúvidas.
Qualquer questão por favor entre em contato novamente.

Att,

Diogo Ganzella
Responsabilidade Social – Unilever Brasil”

Quem acessar o link, notará que a Unilever afirma textualmente: “O problema é simplesmente que a demanda por óleo de palma explodiu, em parte por causa do crescimento da demanda de índia e China, mas também por causa do uso do óleo da palma como matéria-prima para biocombusítvel”.

Ou seja, reconhece a Unilever que tudo que estamos falando há algum tempo é correto: O modelo de expansão dos padrões de consumo dos países centrais para a periferia gera insustentabilidade, bem como a substituição do petróleo pelos biocombustíveis gera insustentabilidade. Não é hora de repensarmos, nós, cidadãos, esse modelo de civilização? Será que a Unilever é capaz de repensar o modelo, quando a demanda pelo produto deles “simplesmente explodiu”? Eles vão abrir mão voluntariamente de uma oportunidade tão boa de obter lucros?


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