Redução do carbono em 50% custaria 45 trilhões de dólares, diz AIE
Começa a ficar claro a dimensão da mudança social, econômica e, portanto, política necessária para enfrentar o aquecimento global. O custo era até agora colocado de forma genérica – no máximo o custo das conseqüências de não mudar como percentagem do PIB mundial (como fez o relatório Stern, em 2006).
Mas agora os custos começam a aparecer na discussão, com a proximidade do pós-Kyoto exigindo definições dos governos. A redução em 50% das emissões de gases do efeito estufa até 2050, como vai propor o Japão na cúpula de Julho do G8, aumentaria a conta de energia do planeta em 45 trilhões de dólares, disse na terça-feira (3 de junho) a Agência Internacional de Energia (AIE). Lembremos que está é, do ponto de vista ambiental, uma proposta conservadora: só para estancar o aquecimento global é necessário cortar as emissões destes gases em pelo menos 80%.
“É muito dinheiro”, disse Peter Taylor, analista da agência, durante um evento sobre o clima na Alemanha. Ele antecipava dados do relatório intitulado Perspectivas da Tecnologia Energética, a ser divulgado na sexta-feira no Japão. Uma proposta agressiva de redução das emissões de carbono, segundo ele, “implica um sistema energético completamente diferente”. Por exemplo, a energia de fontes renováveis, como a hidroelétrica e eólica, deveria atingir quase metade da produção energética total, bem acima dos 18% atuais, disse Taylor à Reuters.
Cientistas dizem que é preciso reduzir as emissões de carbono para evitar uma catástrofe climática. Ao invés disso, as emissões estão aumentando.
Esta é uma versão desenvolvida de uma matéria publicada pelo Ecoblogue.
Leia mais sobre o assunto em:
Reuters (Reportagem com Peter Taylor)
Relatório “Perspectivas da Tecnologia Energética”
G8 (Link Alternativo)






