O efeito devastador dos bicombustíveis no Brasil, segundo a TIME.

31 03 2008

 bomba gasolina

A mais recente edição da revista Time afirma, numa reportagem que ilustra a sua capa, que o Brasil oferece um exemplo “vívido da dinâmica destrutiva dos biocombustíveis”.  A reportagem, intitulada “O Mito da Energia Limpa”, afirma que políticos e grandes empresas estimulam bicombustíveis como alternativas ao petróleo, mas isso está a provocar uma alta dos preços de alimentos, intensificando o aquecimento global e fazendo o contribuinte pagar a conta.

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Só resta concordar (copiar)!

30 03 2008

O palpiteiro publicou nesta semana, 2 posts muito bons e que tratam da questão dos transportes em São Paulo! Vale a pena conferir! Vai aí uma amostra e uma questão a ser discutida: como enfrentar o poder do marketing de montadoras, concessionárias e canais de venda de automóveis? Bom começo para discussão é o texto do palpiteiro. Vai uma parte…

“(…) Quanto será preciso para que o trânsito de São Paulo piore para que possamos aprender que investir no transporte individual é um suicídio urbano? (…)  Quanto tempo ainda ficaremos parados no trânsito até percebermos que soluções superficiais como vistoria nos automóveis e pedágios urbanos mascaram o problema, sem alterar o problema maior: o grande número de carros? (…) Quantos túneis e pontes construiremos até aprendermos que quanto mais se investe na fluidez do trânsito, mais carros serão vendidos, por pura falta de alternativa de transporte coletivo dos cidadãos? (..)
Quanto tempo ainda levará para descobrirmos que uma cidade administrada para o ganho de poucos irá prejudicar a vida diária de muitos?
Quanto tempo?
Boa notícia: a piora das condições levará indubitavelmente à busca por melhorias sérias e mais justas para todos.
Má notícia: ainda não piorou o bastante… “

“(…)

Se canais de TV, estações de rádio, jornais e revistas recebem grana de montadoras de automóveis na forma de publicidade, jamais dirão que o problema do trânsito em São Paulo é justamente o culto ao automóvel. Culpam o excesso de caminhões, as vias estreitas e os maus motoristas. Também não informariam que grandes multinacionais que fabricam carros contribuem com a campanha de políticos durante as eleições. Os políticos vencem e na qualidade de DEVEDORES das montadoras tomam iniciativas que as beneficiam. A montadora X fornecerá carros para a Polícia Militar, a montadora Y para ambulâncias, a Z para o exército. Será que isso acontece? Será? (…)”




35 países farão apagão contra mudança do clima

29 03 2008

                                                                                                          earth-hour.jpgearth-hour.jpgearth-hour.jpg

Centenas de cidades em 35 países ao redor do mundo, inclusive no Brasil, devem participar neste sábado de um blecaute voluntário, desligando suas luzes durante uma hora, para chamar a atenção para o problema de mudanças no clima.

O evento, intitulado “Earth Hour” (Hora da Terra), lançado pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF, em inglês) começou na Austrália, às 20h (6h, hora de Brasília), onde a Ópera House e a Ponte da Baía de Sydney ficaram às escuras.

No Brasil, o site que coordena a iniciativa menciona Curitiba como participante.

Link da wwf no Brasil:

http://www.wwf.org.br/index.cfm?uNewsID=11800





BOAS INICIATIVAS

29 03 2008

A companhia de seguros PORTO SEGURO e a rede de estacionamentos ESTAPAR firmaram parceria que pode ajudar muito na questão de transportes em São Paulo. Nos estacionamentos da rede, haverá biciclietários a 2,00 por 12 horas para qualquer cidadão. Para os clientes da seguradora, haverá bicicletas e equipamentos como capacete, GRATUITAMENTE.

Para saber quais os estacionamentos da rede que já disponibilizam o serviço clique aqui

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Evento curioso…

29 03 2008

Segunda-feira ocorrerá na IBMEC-SP o Seminário Internacional Aquecimento Global
O dilema Político e Econômico.
Curioso, no entanto, são os convidados. Apenas dois famooosos “anti-ambientalistas”:
Bjorn Lomborg - Ambientalista Dinamarquês, foi eleito pela Time Magazine uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. Diz o jornal britânico The Guardian que é uma das 50 pessoas que pode salvar o planeta. Dá palestras pelo mundo inteiro e entra no debate científico sobre o aquecimento global pelo viés “custo-beneficio” de um economista. É autor de dois best sellers do ramo: The Skeptical Environmentalist (ambientalista cético) e Cool It. DETALHE: é livro de cabeceira de George Bush.

e
Patrick Michaels: conhecido como um dos assim-chamados céticos do aquecimento global. Até muito recentemente, a imprensa americana dava ao tema um tratamento “fla-flu”: praticamente todas as matérias sobre o assunto traziam algum contraponto ao consenso cada vez mais firme da comunidade científica de que (1) o clima da terra está mudando (2) esta mudança é causada pelo homem e (3) teremos conseqüências terríveis se nada for feito. O jogo mudou depois da publicação do mais recente relatório do IPCC em 2007, mas por anos Michaels e outros “céticos”, financiados pelas indústrias do petróleo e do carvão, criaram confusão e contribuíram para fazer dos Estados Unidos um dos mais eficazes freios contra qualquer avanço no tema.
No final haverá um DEBATE com jornalistas brasileiros…
Quem puder participar: será das 8h00 às 12h00, na segunda-ferira dia 31.
Maiores informações: IBMEC-SP





Muito mais além…

27 03 2008

A solução para o trânsito de São Paulo vai muito além das medidas propostas acerca de uma semana pela Prefeitura da cidade. As medidas não propõem, muito menos provocam, alterações de impacto no frenético trânsito paulistano. São ações pontuais que visam, segundo o secretário de transportes do município Alexandre de Moraes, aumentar a fluidez do trânsito.

Está claro que o principal problema é o número excessivo de carros nas ruas, sendo necessárias políticas e ações menos tímidas que desestimulem o uso de carros na cidade. Inúmeras ações podem ser pensadas nesse sentido como a real expansão dos corredores de ônibus, a proibição da circulação de carros em determinadas áreas, a construção de ciclovias e bicicletários, permitindo o aumento da participação desse meio de transporte muito mais limpo e saudável, e até mesmo a elaboração de campanhas de transformação comportamental estimulando o motorista solitário a ser solidário.

Caso medidas mais radicais não forem pensadas continuaremos a conviver com os recordes de congestionamento e com imagens como a apresentada abaixo, que retrata uma situação que já se tornou “normal” no cruzamento entre as avenidas Brigadeiro Faria Lima e Presidente Juscelino Kubitschek.





Quem chega atrasado bebe água suja

27 03 2008

Trechos do texto de Eduardo Diniz Junqueira (fazendeiro e escritor)
O Estado de São Paulo - 26 de Março de 2008

Ditado caboclo, um tanto simplório, mas que bem se aplica ao nosso desenvolvimento tardio, é o que vai no título. Pois, com a história crítica, parece que nada resta de heróico ou de grandioso no nosso passado. Nem mesmo a grandeza territorial mantida por quatro séculos, que tanto admirava o historiador inglês Robert Southey, como obra tão grande e de tão pouca gente. E aqui cabe lembrar que a diferença entre nós e os Estados Unidos, país de clima temperado, é que somos um país tropical e nada da Europa se adaptava ao Brasil facilmente. Nem o europeu.

O avanço da pecuária para o oeste só se deu após a chegada do zebu, em 1900. Gado afeito ao calor e às epizootias tropicais, como a do carrapato, que obrigava os antigos a besuntar os bois de carro com azeite de mamona e a penteá-los, para limpar os carrapatos. O zebu abriu as invernadas do Brasil Central. Em 1950, no município de Morro Agudo (SP), por iniciativa de Sebastião de Almeida Prado, teve início o desmatamento mecânico do cerrado no Brasil, executado pelo Escritório de Técnica Agrícola (ETA), de Fernando Penteado Cardoso, João Lanari Duval e outros quatro agrônomos recém-formados na Esalq. Com a mecanização se expandiu o uso do calcário, o plantio do arroz de sequeiro, da soja e das braquiárias pelo Brasil Central. O calcário, a soja, as brachiárias e o buldôzer levaram a prosperidade às terras de campo e cerrado.

Porém chegamos tarde aos paralelos amazônicos e hoje somos criticados por isso. Segundo o ecologista Evaristo Eduardo Miranda, autor do livro Quando o Amazonas Corria para o Pacífico, na época do Descobrimento o Brasil detinha 10% das florestas do mundo e hoje detém cerca de 28% delas porque os outros países derrubaram as suas florestas há muito tempo e nós, não. Como participante do desbravamento dos sertões, ao longo de 60 anos, não defendo o desmatamento desordenado, mas guardo em mim o sentimento de esperança e de futuro que a abertura de novas áreas para a atividade econômica despertava nas pessoas. Os desbravadores do Oeste Paulista, do Norte do Paraná, de Mato Grosso, de Goiás, deste mundão de Brasil, em que as fazendas e as cidades pipocavam, provocavam a alegria e o entusiasmo de um País novo que se fazia. Sentimento sintetizado por Monteiro Lobato no Drama da Geada, publicado pelo Estado em 1918, quando evocou “o prazer paulista de tirar uma fazenda do nada”. Sem o desmatamento essas regiões não existiriam, nem o Brasil existiria com a grandeza que tem. Continuaria “um pequeno país com a responsabilidade de um grande território”, como disse Joaquim Nabuco.

Postado por João Paulo Amaral 





Bicicletada de março - o congestionamento inteligente

26 03 2008

A Bicicletada (Critical Mass) paulistana acontece sempre na última sexta feira do mês, há mais de 5 anos. Para participar a única obrigatoriedade é comparecer ao ponto de encontro com um meio de transporte não motorizado. Pode ser bicicleta, patins, skate ou até mesmo com seus próprios pés.

A cada dia vemos mais pessoas adotando a bicicleta como meio principal de transporte e isso reflete na Bicicletada, que não sabe mais o que é pedalar com menos de 100 participantes.

Todos nós estamos criando uma verdadeira Massa Crítica de pessoas que querem mostrar para a cidade que ela pode aproveitada de maneira bem mais inteligente do que um simples corredor de passagem.

Venha celebrar a liberdade de não ficar preso no trânsito. Venha mostrar para a cidade que existe um outro tipo de congestionamento muito mais agradável e prazeroso, o “Congestionamento de Pessoas”.

.::. Bicicletada .::. Massa Crítica em São Paulo .::.
:. sexta-feira (28/03)
:. concentração lúdico-educativa: 18h / pedal para humanizar o trânsito: 20h00
:. Praça do Ciclista: av. Paulista, alt. do 2440 (mapa)

sobre a Praça do Ciclista
lista de discussão (cadastramento)
massa crítica - wikipedia
comunidade no orkut
relatos, fotos e vídeos de edições passadas
panfletos e cartazes
www.bicicletada.org

Publicado originalmente em:
http://apocalipsemotorizado.net/





Aumento de CO2 deixa a soja mais vulnerável

26 03 2008

 

Colheitas de soja ficam mais vulneráveis ao ataque de insetos quanto mais alta for a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, revela um estudo feito pela Universidade americana de Illinois.

Pés de soja submetidos a altos níveis de CO2 não apenas produzem mais carboidratos - que atraem mais insetos - como perdem a capacidade de sintetizar uma substância química que atua como um mecanismo de defesa natural contra os predadores, segundo os cientistas.

O experimento, publicado na edição online da revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, utilizou instalações que permitem expor as plantas de soja a diferentes níveis de CO2 e ozônio sem isolar a plantação de outras influências, como chuva, luz solar e insetos.

Os cientistas sabiam que altos níveis de CO2 aceleram a fotossíntese e elevam a proporção de carboidratos em relação ao nitrogênio nos pés de soja. Por isso, eles já esperavam comprovar que os insetos devorariam mais plantas submetidas a CO2 para conseguir alcançar o nível de nitrogênio de que eles precisam.

No experimento prático, entretanto, os resultados não apenas demonstraram a validade desta hipótese, como exibiram um efeito diferente: os insetos atraídos para as plantas submetidas a altos níveis de CO2 viviam mais e se reproduziam com mais facilidade.

Para comprovar que este efeito não se deveu simplesmente ao aumento do carboidrato nas plantas, eles repetiram o experimento mantendo o nível alto de açúcares nos pés de soja, mas baixando o nível de CO2 a que eles eram submetidos. Os prejuízos causados por insetos não foram tão grandes como no primeiro caso.

“O que descobrimos é que as folhas submetidas a altos níveis de CO2 perdem sua capacidade de produzir ácido jasmônico (uma substância que dificulta a digestão das folhas soja pelos insetos)”, disse um dos cientistas, Evan DeLucia.

“As folhas já não estão protegidas adequadamente, e todo o sistema de defesa é posto abaixo.”

CO2 - A pesquisa é divulgada no momento em que líderes mundiais se unem à comunidade científica para discutir como conter a concentração atmosférica de CO2 para frear o aquecimento global.

Algumas previsões consideradas pelos cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), da ONU, estimam que a concentração pode saltar de cerca de 380 partes por milhão (ppm) atualmente para 550 ppm até 2050.

Para se ter uma idéia, a concentração era de 280 ppm nos 600 mil anos anteriores à Revolução Industrial, no século 18.

Ecologistas acusam produtores de soja no Brasil e nos Estados Unidos de piorar o cenário, destruindo mata nativa e gerando gases que causam o efeito estufa.

Os cientistas americanos vão agora analisar se o aumento da vulnerabilidade a insetos pode ser verificado em outras plantas expostas a altos níveis de CO2.

(Estadão Online)





Inclusão?

25 03 2008

Operadoras de telefonia fixa levarão banda larga para 55 mil escolas públicas urbanas do Brasil?

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, afirmou que sim. Segundo com o ministro, as teles terão de oferecer esse serviço gratuitamente por pelo menos 18 anos, conforme as exigências do PGMU (Plano de Meta de Universalização) proposto pela Anatel. A negociação foi fechada com prestadoras a Telefônica e Oi/Telemar.

Nas grandes cidades, esse serviço deve começar imediatamente, uma vez que as companhias já oferecem acesso pago nos grandes centros. De acordo com a proposta, a disseminação da banda larga nas escolas servirá como agente multiplicador para que futuramente a comunidade se interesse em consumir Internet rápida, o que dará retorno financeiro às companhias.

Porém, nada é de graça. A negociação com as teles para levar banda larga para as escolas foi em troca da universalização da telefonia fixa no país.


No plano inicial o acesso à banda larga se dará em três fases: 40% das escolas em 2008, 40% em 2009 e 20% em 2010. As que ficarão para o final são as escolas localizadas em cidades menores e mais distantes dos grandes centros - como sempre.