

Seguindo a linha do último post - um desabafo de um cidadão paulistano - este texto busca, com uma base mais teórica, induzir à reflexão, bem como a participAÇÃO, na construção de caminhos possíveis para sociedades e meios sustentáveis.
Hoje, principalmente em metrópoles como São Paulo, (con)vivemos com características de uma realiadade globalizada, como efeitos incertos, multiplicação e produção de riscos, que induzem a sociedade ao caminho da autocrítica, da reflexão. Assim, ao mesmo tempo em que a humanidade põe a si em perigo, reconhece os riscos que ela mesma produz e reage a partir de um autoconfronto, revendo os impactos daquilo que criou.
Essa necessidade de relfexão sobre as transformações globais e os impactos na sociedade é desencadeada exatamente por essa possibilidade/ probabilidade de autodestruição. A sociedade apresenta-se como multiplicadora dos riscos ambientais e tecnoeconômicos, sendo também a que ’sofre’ com as consequências.
A problemática da sustentabilidade assume um papel central na reflexão em torno das dimensões do desenvolvimento. Na sociedade contemporânea, a relação com o meio ambiente causa impactos quantitativos e qualitativos cada vez mais complexos. Devemos, de fato, buscar um desenvolvimento sustentável.
Essa noção de ‘desenvolver-se sustentavelmente’ propõe a redefinição das relações sociedade-natureza, a afirmação dos limites do crescimento e da capacidade suporte do planeta e a promoção de iniciativas que incluam atores sociais relevantes através de um processo de diálogo informado.
A geração de um pensamento complexo e aberto às indeterminações, às mudanças, à diversidade e à incerteza, assim como a configuração de novas possibilidades de ação, fazem parte do DESAFIO. Desafio este incrementado pela demanda de formar cidadãos ativos, sensibilizados e estimulados a participar, como co-responsáveis, na construção de uma sociedade sustentável.
Um dos caminhos que podem ser trilhados para a construção da sociedade sustentável envolve as práticas de cidadania: defesa do pluralismo e da liberdade individual para o desenvolvimento da sociedade civil; exercício de direitos nas escolhas e decisões políticas; integração e a justiça social; conservação do ambiente, solidariedade, segurança e tolerância; engajamento e participação da sociedade; etc.
Busquemos então, de maneira organizada e coletiva, um novo modelo de desenvolvimento que deve ser ambientalmente, socialmente, culturalmente e politicamente sustentável.
Um começo? http://www.nossasaopaulo.org.br
Gabriela Alem Appugliese
Adaptado de Pedro Jacobi.