Um pouco da minha rotina

20 02 2008

Saia da rotina! Faça novos amigos andando de ônibus.
Fonte: blog apocalipsemotorizado.net

“Saia da rotina! Faça novos amigos andando de ônibus.” Essa campanha realizada em Campinas me fez refletir sobre o meu dia ontem.

Tive que ir de carro ao trabalho por ter uma reunião no começo da tarde (horário de baixa frequência de ônibus na rua em que trabalho). Logo de manhã já percebi que demorei mais do que se tivesse ido de ônibus (considerando que tenho que andar quatro quarteirões para chegar ao ponto).
A tarde cheguei rapidamente na região da minha reunião, porém demorei o dobro do tempo para achar a rua (porque todas as ruas eram contramão) e para achar uma vaga. Me atrasei uns 20 minutos só nessa brincadeira.

Após a reunião, pretendia ir a uma exposição na Av. Paulista. Não tive dúvida, fui de metrô. Aí que as coisas começaram a melhorar. Demorei menos de 10 minutos o que faria em 40 minutos de carro. Também estava a procura de um livro. Por estar a pé, encontrei um monte de livrarias escondidas nas ínumeras galerias da Paulista.

Realmente desfrutei muito de meu passeio. Porém, também percebi a rotina dessa sociedade motorizada e como isso implica na ruptura da rede social. O sujeito de carro sai da garagem da sua residência, entra no estacionamento do seu trabalho, entra na garagem do shopping, etc. As pessoas, de tão inseguras e de tão acomadas em seus carros, não andam mais a pé. Isso explica, por exemplo, porque não existe mais tantos cinemas de rua como antigamente. Aliás, o ser humano urbano tende cada vez mais a fazer atividades solitárias. Em vez de ir ao cinema, assiste DVD em seu home theater, em vez de ir ao parque ler uma revista, acessa a internet.
O transporte público é um meio muito forte de interação entre as pessoas (às vezes até demais! rsrs). Poderia escrever um livro sobre as pessoas e histórias que conheci em minha rotina como usuário de transporte públicos apenas nesta semana. Fica o meu convite singelo à vocês. “Saia da rotina! Faça novos amigos andando de ônibus”.

Um abraço.

 João Paulo Amaral